Um ator inicia um movimento qualquer
e outros procuram descobrir qual é essa atividade,
para então realizarem as atividades complementares.
Exemplo:
Os movimentos de um árbitro durante um jogo, complementado
pelos jogadores defensores e atacantes; um chofer
de táxi complementado pelo passageiro; um Pastor
realizando um culto complementado por seus membros
e pela congregação, etc.
O lugar do exagero
Durante os ensaios o exagero pode ser útil para
o ator e diretores e às vezes deve ser incentivado,
principalmente pelo diretor.
O objetivo do exagero nos ensaios é o de servir
como um processo de clarificação da verdade.
O diretor, às vezes, pode ter uma perspectiva mais
clara dos limites dos atores em relação aos seus
papéis.
Para o ator, é útil quando unido a processos imaginativos
de improvisação.
É muito importante saber que freqüentemente em papéis
difíceis, uma expressão verdadeira pode ser atingida
através do exagero exarcebado.
É o diretor que decide: ele poderá sugerir que falem
mais alto, façam movimentos floreados e exagerem
externamente todas as expressões emocionais.
Quando o exagero é levado a este ponto, é natural
que várias realidades e relacionamentos do personagem
interpretado desapareçam, mas outros resultados
úteis poderão ser acrescentados ao produto acabado.
Você saberá quanta energia deve usar durante a representação,
a dimensão de seus sentimentos, temperamento e imaginação.
A força da cena e possivelmente da peça dependerá
disto.
É verdade que qualquer coisa é legítima durante
os ensaios; no entanto, o diretor não deve cometer
o erro de deixar que estes ensaios de representação
exagerada passem a fazer parte do ensaio normal.
O contraste entre o ensaio normal e o outro, usando
o exagero, ajuda a resolver os problemas já existentes.
É interessante que atores experientes têm mais tendências
a exagerar seus papéis do que principiantes.
Eles percebem que a atenção da platéia está freqüentemente
centrada nos aspectos mais emocionais de um papel
e tentarão obter esta atenção exagerando, se não
conseguirem criar as verdades interiores do seu
papel que, por sua vez, produziriam emoções verdadeiras.