Tsunami
Autor: Pr. Hermes de
Campos Pinto
JESUS CRISTO disse:
Conheceis a verdade e a verdade
vos libertará (Jo 8:32)
Quem crê e for BATIZADO será salvo
, quem não crê será condenado.
(Mc16:16)
Na semana passada na Inglaterra
foi feito uma pesquisa com os
lideres das tres principais religioes,
no Sudoeste asiàtico..budismo,
islam e cristianismo.
A pergunta foi: Porque aconteceram
este desastre? Os budistas responderam
que foi por motivo do karma; os
homens devem pagar seus pecados
passados atravèz de todas as duras
provas da vida atè serem purificados
completamente. O Islam disse:
"Foi vontade de Alà, Alà
decide o bem e o mal, nada acontece
sem que seja a vontade Dele".
Os Cristao? "nao dizemos
nem uma coisa nem outra, a nossa
resposta a este desastre e a como
respondemos a isto, e como podemos
manifestar a misericordia de Deus
neste mundo com a nossa solidariedade
e a nossa compaixao".
SUDESTE ASIÁTICO - “As ondas de
morte me cercaram; as torrentes
de destruição me atemorizaram...Quanto
a Deus, o Seu caminho é perfeito”
(2 Samuel 22:5, 31).
Depois de perder seus dez filhos
por causa de um “desastre natural”
(Jó 1:19), Jó disse, “O Senhor
deu, e o Senhor tomou; bendito
seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).
No final do livro, o escritor
inspirado confirma o entendimento
de Jó do que aconteceu. Ele diz
que os irmãos e irmãs de Jó “o
consolaram de todo o mal que o
Senhor lhe havia enviado”. Isto
tem várias implicações cruciais
para nós, à medida que pensamos
sobre a calamidade no Oceano Índico.
1. Satanás não é a causa última,
Deus é.
Satanás teve uma parte na miséria
de Jó, mas não a parte decisiva.
Deus deu à Satanás permissão para
afligir Jó (Jó 1:12; 2:10). Mas
Jó e o escritor deste livro tratam
Deus como a causa última e decisiva.
Quando Satanás aflige Jó com feridas,
Jó diz à sua esposa, “Receberemos
de Deus o bem, e não receberemos
o mal?” (Jó 2:10), e o escritor
chama estas feridas satânicas
de “o mal que o Senhor lhe havia
enviado” (Jó 42:11). Assim, Satanás
é real. Satanás traz miséria.
Mas, Satanás não é a causa última
e decisiva. Ele está amarrado.
Ele não vai além do que Deus decididamente
permite.
2. Mesmo se Satanás tivesse causado
o maremoto no Oceano Índico, no
dia após o Natal, ele não foi
a causa decisiva de mais de 150.000
mortos; Deus foi.
Deus reivindica o poder sobre
os tsunamis em Jó 38:8, quando
Ele pergunta retoricamente a Jó:
“Quem encerrou o mar com portas,
quando este rompeu e saiu da madre...
e disse: Até aqui virás, e não
mais adiante, e aqui se parará
o orgulho das tuas ondas?”. Salmos
89:8-9 diz, “Ó Senhor.... Tu dominas
o ímpeto do mar; quando as suas
ondas se levantam, tu as fazes
aquietar”. E o próprio Jesus tem
hoje, o mesmo controle que Ele
teve sobre as ameaças mortíferas
das ondas: “E...repreendeu o vento
e a fúria da água; e cessaram,
e fez-se bonança” (Lucas 8:24).
Em outras palavras, mesmo se Satanás
tivesse causado o maremoto, Deus
poderia ter parado as ondas.
3. As calamidades destrutivas
deste mundo são um misto de julgamento
e misericórdia.
Seus propósitos não são simples.
Jó era um homem piedoso e suas
misérias não eram uma punição
de Deus (Jó 1:1,8). O desígnio
delas era purificação, não punição
(Jó 42:6). Mas nós não conhecemos
a condição espiritual dos filhos
de Jó. Jó certamente estava preocupado
com eles (Jó 1:5). Deus pode ter
tirado as suas vidas em julgamento.
Se isto for verdade, então, a
mesma calamidade prova ser, no
fim, misericórdia para Jó e julgamento
para os seus filhos. Esta é a
verdade de todas as calamidades.
Elas são um misto de julgamento
e misericórdia. Elas são tanto
punição como purificação. O sofrimento,
e até mesmo a morte, pode ser
um ou outro.
A ilustração mais clara disto
é a morte de Jesus. Ela foi tanto
julgamento como misericórdia.
Ela foi julgamento sobre Jesus,
porque Ele suportou os nossos
pecados (não os Seus), e ela foi
misericórdia para conosco, os
que cremos que Ele suportou a
nossa punição (Gálatas 3:13; 1
Pedro 2:24) e que Ele é a nossa
justiça (2 Coríntios 5:21). Outro
exemplo é a maldição que repousa
sobre esta terra caída. Aqueles
que não crêem em Cristo, experimentam-na
como julgamento, mas os crentes
experimentam-na como uma misericordiosa,
embora dolorosa, preparação para
a glória. “A criação ficou sujeita
à vaidade, não por sua vontade,
mas por causa do que a sujeitou,
em esperança” (Romanos 8:20).
Esta é a sujeição de Deus. Este
é o porquê há tsunamis.
Quem, deste mundo caído, sofre
os desastres naturais? Todos nós,
incluindo os cristãos: “Não somente
a criação, mas nós mesmos, que
temos as primícias do Espírito,
também gememos em nós mesmos,
esperando a adoção, a saber, a
redenção do nosso corpo” (Romanos
8:23). Para aqueles que se lançam
sobre a misericórdia de Cristo,
estas aflições estão “produzindo
em nós um peso eterno de glória
acima de qualquer comparação”
(2 Coríntios 4:17). E quando a
morte chega, ela é uma porta para
o Paraíso. Mas, para aqueles que
não apreciam a Cristo, sofrimento
e morte são julgamentos de Deus.
“Porque já é tempo que comece
o julgamento pela casa de Deus;
e, se primeiro começa por nós,
qual será o fim daqueles que são
desobedientes ao evangelho de
Deus?” (1 Pedro 4:17).
Para as crianças que são muito
novas para processar cognitivamente
a revelação de Deus na natureza
ou na Escritura, a morte não é
a palavra final de julgamento.
O compromisso de Deus, de mostrar
Sua justiça publicamente, significa
que Ele não condenará finalmente
os pecadores que não puderam interpretar
fisicamente a revelação natural
ou especial (Romanos 1:20). Há
uma diferença entre supressão
da revelação que alguém pode compreender
mentalmente (Romanos 1:18), e
não ter um cérebro suficiente
para compreendê-la de forma alguma.
Portanto, quando as pequenas crianças
sofrem e morrem, não podemos assumir
que elas estão sendo punidas ou
julgadas. Não importa quão horrível
seja o sofrimento ou a morte,
Deus pode voltá-lo para o bem
maior delas.
4. O coração que Cristo dá ao
Seu povo sente compaixão por aqueles
que sofrem, não importa qual seja
a fé deles.
Quando a Bíblia diz, “Chorai com
os que choram” (Romanos 12:15),
ela não adiciona, “a menos que
Deus tenha causado o choro”. Os
consoladores de Jó teriam feito
melhor se tivessem chorado com
Jó, do que falado muito. Isto
não muda quando descobrimos que
os sofrimentos de Jó vinham, no
final das contas, de Deus. Não,
é certo chorar com os que choram.
Dor é dor, não importa quem a
cause. Todos nós somos pecadores.
A empatia flui não das causas
da dor, mas da companhia da dor.
E todos nós estamos juntos nisto.
Finalmente, Cristo nos chama a
mostrar misericórdia àqueles que
sofrem, mesmo se eles não a merecem.
Este é o significado de misericórdia
– ajuda não merecida. “Amai a
vossos inimigos, fazei bem aos
que vos odeiam”.