INTRODUÇÃO
Por que evangelizar e fazer missões?
O que significa evangelismo e missões para a Igreja
neste novo milênio?
Quais os recursos e estratégias para a execução dessa
tão sublime tarefa?
I. A PALAVRA “EVANGELHO”
1.Etimologia.
A palavra “evangelho” vem de duas palavras grega seu,
que quer dizer “bom”, e de angelia, que significa “mensagem,
notícia, novas”.
Assim, a palavra euuangelion quer dizer “boas novas,
notícias alvissareiras”.
Essa palavra aparece tanto no Antigo Testamento como
na literatura extra-bíblica.
No hebraico é bessorah (2 Sm 18.20,25,27; 2 Rs 7.9),
que a Septuaginta traduziu por euuangelion.
Originalmente significava “pagamento pela transmissão
de uma boa notícia”.
Com o tempo, passou a ganhar novo significado no mundo
romano de fala grega, em virtude do culto ao imperador,
pois a palavra euuangelion era usada para anunciar o
nascimento deste ou a sua coroação.
2. Novo Testamento.
Esse vocábulo, que é encontrado 76 vezes em todo o Novo
Testamento, só aparece no singular; o verbo euuangelizo,
“evangelizar”, 54; e uuangelistes, “evangelista”, três.
O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo do evangelho: sua
vinda, seu ministério terreno, seu sofrimento, morte
e ressurreição (Rm 1.1-7).
É a mensagem de Cristo que salva o pecador (Jo 3.16;
Rm 1.16).
É o meio empregado por Deus para a salvação de todo
aquele que crer (1 Co 15.2).
Só através do evangelho é que o homem conhece a salvação
na pessoa de Jesus.
O evangelho de Cristo é a única resposta para este mundo
que perece em conseqüência do pecado.
3. Os três estágios da palavra evangelho.
a) No mundo grego, tinha o sentido de recompensa por
trazer boas novas.
b) No Antigo Testamento (Septuaginta), o vocábulo indica
as próprias boas-novas. Aparece em termos proféticos
com o mesmo sentido que encontramos no Novo Testamento:
“Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia
as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem,
que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus
reina!” (Is 52.7). Veja o seu cumprimento em Romanos
10.15.c)
No Novo Testamento são as boas novas que falam do Reino
de Deus, da salvação e do perdão dos pecados na pessoa
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É o evangelho da graça de Deus (At 20.24).
II. OS QUATRO EVANGELHOS
1. É a mensagem de salvação.
O evangelho é a mensagem transformadora do Calvário;
não é meramente um livro.
Se não é um livro, por que chamamos as quatro primeiras
seções do Novo Testamento de “evangelhos”?
Essa nomenclatura é externa, e surgiu a partir do séc.
II, mas parece haver apoio interno para isso: “Princípio
do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1.1).
O evangelista Marcos, depois dessa declaração, passa
a narrar o ministério público de Jesus, que consiste
no conteúdo do segundo livro na ordem do Novo Testamento;
assim o termo “evangelho” ganhou novo estilo literário.
2. A natureza dos evangelhos.
Mateus, Marcos, Lucas e João são a base do Novo Testamento;
é impossível compreender a este sem os quatro evangelhos.
a) Os evangelhos sinóticos.
Os três primeiros evangelhos são chamados de sinóticos.
Este nome vem de duas palavras gregas syn, que significa
“com”, e opsis, “ótica, vista”.
A palavra “sinótico” quer dizer “visão conjunta”.
Isto se aplica a Mateus, Marcos e Lucas porque eles
são uma sinopse da vida de Cristo.
Eles contêm muitas semelhanças entre si no conteúdo
e na apresentação.
b) O Evangelho de João.
Enquanto os sinóticos registram o ministério incessante
e intenso do Senhor Jesus, as parábolas, os milagres
e todos os demais feitos do Mestre, João preocupou-se
mais em descrever os discursos profundos e abstratos
de Jesus, revelando a sua deidade absoluta.
O propósito é mostrar que Jesus é o Cristo, o Filho
de Deus, e que a fé em seu nome dá a todo o que nEle
crê a vida eterna: “Estes, porém, foram escritos para
que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e
para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).
III. A PROMESSA DE DEUS
1. O resumo do evangelho.
O capítulo 1 da epístola aos Romanos é uma síntese do
evangelho; é a mais bela de todas as introduções das
epístolas paulinas.
Em tão poucas palavras, diz tudo o que o homem precisa
saber sobre Jesus.
Alguém sugeriu que todos os crentes a decorassem para
recitá-la diariamente como uma confissão de fé.
Essas poucas palavras falam da origem divina e humana
de Jesus, e descrevem o plano de Deus para a redenção
da humanidade.
2. O plano de Deus.
O evangelho não é algo surgido de improviso, pois Deus
o havia prometido desde “antes dos tempos dos séculos”
(Tt 1.2).
A Bíblia diz que Deus o prometeu “pelos seus profetas
nas Santas Escrituras” (Rm 1.2).
O Messias foi sendo revelado de maneira sutil e progressiva.
Cada profeta apresentou um perfil do Salvador, até que
a revelação se consumou na sua vinda.
Há inúmeras profecias messiânicas e alusões diretas
e indiretas ao Messias, e destas, cerca de 20 passagens
apontam Jesus como o filho e sucessor do rei Davi.
Mateus inicia o seu evangelho associando o Messias aos
dois maiores pilares do Antigo Testamento: Abraão e
Davi (Mt 1.1).
O apóstolo Paulo ressalta, aqui, a realeza do Filho
do homem (v.4).
IV. O EVANGELHO QUE SALVA
1. O caráter universal do evangelho.
A Bíblia diz que todos os homens são pecadores e precisam
reconciliar-se com Deus (Rm 3.23; 5.12).
Não existe salvação sem Jesus (At 4.12).
Ele mesmo disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”
(Jo 14.6).
No livro de Atos, encontramos o Espírito Santo impulsionando
os cristãos no trabalho da pregação do evangelho.
O alcance do evangelho, em tão pouco tempo, foi extraordinário.
É o cumprimento da ordem de Jesus: “Até os confins da
terra” (At 1.8).2.
A evangelização.
O evangelho é a mensagem de que o mundo tanto carece.
Já faz dois mil anos que os cristãos vêm pregando esta
mensagem, e ela continua sendo, a cada dia, sempre nova
e eficaz.
A evangelização, o discipulado e a intercessão são as
três principais colunas do crescimento da Igreja.
Cada igreja deve elaborar um projeto, com metas bem
definidas, para alcançar os pecadores.
O apóstolo Paulo diz que o evangelho salva, mas é preciso
permanecer nele (1 Co 15.1,2). Evangelizar é tarefa
de todos os crentes.
3. Influência do evangelho na legislação das nações.
O evangelho de Cristo tem influenciado muitas nações.
Haja vista a Inglaterra e os Estados Unidos.
Herdeiros de grandes grandes avivamentos espirituais,
ambos os países garantem, através de legislações inspiradas
na Bíblia, o respeito aos direitos humanos, a preservação
da qualidade de vida e a justa distribuição de renda.
Infelizmente, o mesmo não acontece nos países que se
fecharam às Boas Novas de Cristo.
Oremos, pois, a fim de que o Brasil seja totalmente
evangelizado, pois, feliz é a nação que se acha compromissada
com o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
CONCLUSÃO
O Senhor Jesus constituiu a Igreja como a única agência
do Reino de Deus na terra encarregada de anunciar as
boas novas de salvação.
É necessário, pois, a mobilização de toda a Igreja para
que essas metas sejam alcançadas.
Cada crente dos dias apostólicos era um dedicado, fervoroso
e próspero ganhador de almas (At 8.4).
Jesus foi enviado ao mundo para salvar os pecadores
(Mt 11.28-30), através da mensagem do evangelho (1 Tm
1.15).
Deve ser a nossa a resolução do apóstolo Paulo: “Porque
não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder
de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro
do judeu e também do grego” (Rm 1.16).