Muitas vezes o impulso da mocidade
nos faz suplantar nossos amanhãs, transformando-os
em possíveis saudades. O dia que nos envolve e até
nos proporciona destinos; a vida que nos acompanha,
às vezes do lado de fora de nós; e o mundo, esse mundo
tão simples que teimamos em fazê-lo complicado e complexo,
parecendo não se importar com nossos projetos e sonhos.
O que poderia ter acontecido se tivéssemos dado “aquele”
passo ou se nossa atitude não fosse tão covarde. É
bem possível que nosso presente tivesse alcançado
nossos antigos alvos.
Mas que dizer do nosso hoje, dos nossos sonhos atuais,
de nossa visão do mundo, agora? Será que nossa “pregação”
não é apenas uma retórica frustrada? Uma dor que teima
em nos fazer sofrer pela nossa incapacidade em assumir
nossas verdades? E será que essas verdades são (tão)
importantes? Afinal, para que serve a verdade? Não
a verdade que vivemos, mas aquela que gostaríamos
de ver florescendo, como um renovo de solução para
todos?
Não sei quanto é importante sonhar, mas sei de sua
importância para todos que pretendem viver, e viver
uma existência melhor do que o presente que se nos
apresenta sempre com falhas. É possível entender a
necessidade de nossos sonhos, mesmo que eles não nos
conduzam a perfeição e nem nos transformem nos “supers”
que imaginamos, mas são eles que conduzem a parte
mais importante de nossa existência.
Verdade, o único alvo a conquistar, porém inconquistável
para aqueles que não podem crer.