Muitos jovens não querem assumir o compromisso
do namoro.
A pergunta que fica é:
“O que somos afinal: namorados ou apenas ‘ficantes’?”
De repente alguém chega para você e lhe pergunta:
“E aí, cê tá namorando?”, ao que você, meio sem graça,
responde:
“É... bem... Tô e num tô ao mesmo tempo”.
Esta é a típica resposta daquele que está com alguém,
mas não sabe definir o tipo de relacionamento que tem:
se um namoro sério ou apenas mais um “ficante”.
O ‘ficar’ virou mania na vida de muitos jovens e adolescentes.
E o pior é que essa mania chegou até às igrejas evangélicas.
É freqüente observar rapazes e moças trocando de ‘ficantes’
com a mesma facilidade de quem escolhe uma roupa na
vitrine.
O ‘ficar’ é um relacionamento sem compromisso, inclusive
de fidelidade.
Hum...!
Aí está um dos causadores de decepções e ‘dor de cabeça’
para os ‘ficantes’: a infidelidade.
É comum ver jovens chorando as mágoas de um relacionamento
no qual não havia certeza de que iria continuar.
Quando menos se espera você descobre que o seu ‘ficante’
está ‘ficando’ com outra pessoa.
Confuso?
Mas, infelizmente, é assim que as coisas acontecem.
Tão chato como descobrir uma infidelidade é descobrir
que você está com alguém e esse alguém não decide o
quer.
Você deseja namorar sério, mas ele(a) fica lhe enrolando,
não lhe assume publicamente, gagueja, faz rodeios, e
sempre muda de assunto.
Sem contar às vezes que ele ou ela dá um ‘chá de sumiço’,
não atende ao telefone e quando resolve aparecer, conta
uma história (desculpa) qualquer.“
O dossiê da ficada”Não é de se espantar que, hoje, o
‘ficar’ é visto como algo normal pela maioria dos jovens
quer sejam evangélicos ou não.
Por mais ensinamentos que a Igreja possa passar, moças
e rapazes insistem neste relacionamento fugaz.
Recentemente a revista Capricho (edição 912) publicou
uma matéria sobre o assunto.
Por meio dela vê-se o que os jovens pensam a respeito.
Capricho entrevistou 300 meninos e meninas de seis cidades
brasileiras para participarem do chamado “Dossiê da
ficada”.
Segundo a revista 82% acham que, para ficar, é só estar
afim, não é preciso estar apaixonado; para 73%, a vontade
de beijar é o suficiente para ficar com alguém”; 36%
vêem o ficante como uma pessoa que pode virar um namorado;
34% disseram que o ficante é só um passatempo.
E pasmem: para 56% dos entrevistados, é normal ficar
com quantos der vontade numa mesma noite.
Já as meninas de São Paulo (64%), Brasília (40%) e Salvador
(32%) acham que a noite é de um cara só.
É mole ou quer mais?
São mais de 20 páginas onde os jovens revelam o que
está e o que não está liberado neste tipo de relacionamento.
Em setembro de 2002, uma reportagem realizada pela revista
Eclésia (edição 81) já alertava para o perigo que rondava
os jovens brasileiros, principalmente os evangélicos.
Uma pesquisa elaborada entre os anos de 1994 e 2000,
pelo Ministério Lar Cristão – um ministério que promove
valores cristãos às famílias e aos jovens – e revelada
por Eclésia, mostra que 52% dos jovens crentes transam
antes do casamento, e a idade média da primeira relação
sexual é de 15 anos; 17% das adolescentes acabam engravidando.
Os dados são assustadores, mas, infelizmente, as ‘ficadas’
continuam por aí.
A coisa está tão feia e avançada que 64,5% dos entrevistados
pela Capricho “acham que, se não for legal para você,
a ‘ficada’ pode ser substituída por outra na mesma noite”.
O que dizer em meio a esta enxurrada de ‘rolos’ e onde
tudo parece ser “tão normal?
Não se pode proibir aqui, que os jovens continuem a
perder tempo com esses relacionamentos confusos e sem
compromisso, contudo, pode-se deixar uma palavra especial:
se os valores eternos de Deus estiverem fortemente guardados
no coração de cada um, com certeza esse jovem terá mais
facilidade para rejeitar os prazeres passageiros que
o mundo oferece.
Guardei a tua palavra no meu coração, para não pecar
contra ti. (Sl 119.11.)