Aprenda
Mais Sobre Evangelismo Pessoal
Autor:
Instituto Bíblico Brasileiro Por Correspondência
"MOTIVOS E AUTORIZAÇÃO"
O Senhor Jesus é o motivo supremo e também e a Autoridade que
nos manda pescar homens para Ele.
Ele é o Mestre por excelência, e o exemplo na arte de fazê-lo.
Ele promete êxito na tarefa, se cumprimos a condição de O seguirmos.(
Mt.4:19. )
Deve ficar claro, também, que o êxito na incumbência de evangelizar
não significa exatamente que se converta cada pessoa a quem se
fale.
Isto não aconteceu nem com o Senhor Jesus, quando esteve corporalmente
entre nós na terra (Mt.19:16-22).
O mesmo pode se dizer dos Apóstolos (At.17:5, 32; At. 19:9), são
exemplos de momentos em que a Palavra levada pelos Apóstolos não
foi aceita pelos seus ouvintes.
Porém, cada ser humano que houve a Palavra de Deus , que é evangelizado,
há de sentir-se responsável pela sua reação, não perante quem
lhe prega o evangelho, mas diante de Deus (IICo. 5:17-21).
Testificar aos homens, apresentando-lhes as verdades do Evangelho
ou Boas Novas a cerca de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador,
é obrigação séria e responsabilidade de cada cristão.
POR QUÊ EVANGELIZAR?
1 - PARA A GLÓRIA DE DEUS
(ICo. 10:31) - Como em todas as cisas que fazemos em nossas vidas.
2 - PELA GRATIDÃO A DEUS
- Por Sua Graça ao salvar-nos , e o reconhecimento por suas bênçãos.
3 - O AMOR A DEUS
- O nosso amor a Deus.
Então, recapitulando... são três os motivos que nos constituem
a força que nos inpulsiona a evangelizar:
A GLÓRIA DE DEUS, A GRATIDÃO A DEUS e O AMOR A DEUS.
Há também motivos que são secundários em relação a estes.
MOTIVOS SECUNDÁRIOS:
O amor às almas, o amor de Deus à humanidade, a condição do homem
no pecado a alegria de quem prega a alegria dos anjos ao ver uma
alma arrependida a necessidade de mudar o destino eterno do homem.
Porém, a razão maior para evangelizar, deve ser a GLÓRIA DE DEUS,
embora não devamos negar os outros motivos como legítimos e poderosos.
Todos têm seu lugar.
MOTIVOS INDIGNOS. HÁ UM LADO NEGATIVO
- o evangelizar por impulsos, diferentes dos que levam à GLÓRIA
DE DEUS.
O negativo, acontece quando em realidade o que nos move a falar
é o orgulho e o desejo de ganhar uma glória pessoal.
Pode ser natural que o cristão queira ser reconhecido como um
ganhador de almas. Porém, de uma forma sobre natural ele pode
vencer esta inclinação vaidosa e trabalhar unicamente para a GLÓRIA
DE DEUS - pois esse é o motivo central da evangelização.
ERROS QUE DEVEMOS EVITAR
Um engano que se pode cometer, na evangelização e: falar a uma
pessoa acerca da sua relação para com o Senhor Jesus e o perigo
da sua perdição, e se não se consegue convencê-la, utilizar de
esforços humanos até afastá-la definitivamente, em vez de ganhá-la.
É um erro também a tentação de ficar satisfeito com uma concordância
superficial em vez de conseguir-se uma decisão genuína.
É fácil confundir um aparente convencimento humano com uma convicção
de um a conversão operada pelo Espírito Santo.
O OBREIRO É SERVO E EMBAIXADOR
Nós somos servos e sacerdotes, embaixadores pessoais do Reino
de Deus... mas estes títulos de honra têm a ver especialmente
com nossa relação com Deus... não com os homens.
Em Apocalipse 3:20, e IICoríntios 4:5, nosso Senhor é apresentado
fora da porta do coração de cada pessoa incrédula, batendo e solicitando
entrada.
O próprio homem tem que resolver se abra a porta e Lhe dá entrada,
ou não.
O Senhor Jesus não força a porta, nem nada pede mediante violência.
Simplesmente explica qual é a consequência da recusa ou aceitação
- mais nada.
Somos nós que levamos as informações acerca de Jesus Cristo para
a alma perdida.
Em IICo.4:5, está escrito que não pregamos a nós mesmos, mas a
Jesus Cristo como Senhor.
Que espécie de testemunho damos à cerca de Jesus?
Louvamos a ele devidamente? Ou estamos descrevendo-O, amenas,
como fez o servo, na parábola de Mateus 25:24? André disse a Pedro
estas simples palavras: "Achamos o Messias", que foram
suficientes para levá-lo a Cristo. Felipe fez semelhante com Natanael,
dando apenas um pouco mais de explicações acerca de Jesus e convidou-o
a vir ver por si mesmo, e ele o fez - Jo.1:45-46.
Mas no Velho Testamento temos um exemplo de como alguém pode dar
um mal testemunho a respeito do Senhor!
O Rei Ezequias não testemunhou a respeito dos prodígios de Deus,
quando os mensageiros de Babilônia foram a Jerusalém com o propósito
de saber como era possível que uma Nação tão pequena tivesse obtido
êxito sobre o grande exército dos Assírios.
Por seu orgulho, Ezequias eclipsou o amor de Deus ao invés de
dar a Glória que Lhe era devida, ele limitou-se a mostrar a casa
do seu tesouro.
A prata, o ouro, as especiarias... por orgulho pessoal.
Ezequias glorificou-se a si mesmo em vez de render suas homenagens
ao seu Senhor... por isso Ezequias foi severamente castigado.
(IICr.32:31; IIReis. 20: 12-19).
A VONTADE DIVINA
O Nome do Pai não é glorificado no coração do incrédulo, nem ali
Deus reina, fazendo Sua vontade... mas quando uma pessoa se arrepende
e confia em Jesus, as coisa logo mudam.
Então aquele que era incrédulo passa a reconhecer Deus como Pai.
O seu coração torna-se o trono em que Cristo reina; e o convertido
passa a fazer a vontade divina, ao invés da sua própria vontade.
Nessa mudança consiste a verdadeira conversão.
O AMOR DIVINO
Deus nos criou, Ele desejou que as Suas criaturas estivessem com
Ele na comunhão eterna.
Ele nos ama com amor eterno.
Ele não quer que nós pereçamos, mas que todos sejamos salvos (IPe.
3:9b)
Mas devemos saber que ninguém será salvo por sua própria vontade
(Jo.5:6,40)
Cada ser humando tem que resolver por si mesmo.
O Pai não quer que ninguém esteja no céu sem ter o prazer de estar
com Ele, nem admitirá ninguém que não aceite a Jesus Cristo como
Seu Filho.
Esta é a razão porque desejamos agradar o coração de Deus, e a
razão que temos para nos ocuparmos em buscar os perdidos.
Se meditarmos nisto, ao falar aos homens a cerca do Evangelho,
o amor de Deus encherá os nossos corações, brilhará em nossos
olhos, e afetará até o timbre de nossas vozes (IICO. 5:11) diz
assim: "conhecendo o temor do Senhor, persuadimos aos homens"
E o vs 14 diz: "Pois o amor de Cristo nos constrange"
Assim, que a GLÓRIA DE DEUS seja o nosso motivo supremo na grande
tarefa de evangelizar os nossos semelhantes.
Há ocasiões em que o Espírito Santo nos move a apresentar ao incrédulo
o seu dever de glorificar o seu Criador, como base na sua aceitação
de Cristo.
Especialmente quando se fala aos jovens, esta verdade os atrai,
porque lhes oferece uma razão de ser, uma meta na vida, e um ideal
que se põe em ordem com os interesses e conflitos de usa existência.
MOTIVOS QUE NOS CONTRANGEM O AMOR ÀS ALMAS
Em Rm. 5:5, temos que "o amor de Deus é derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado".
Então, sendo que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigênito, para salvar-nos da perdição e dar-nos a vida
eterna, segue-se que este amor em nós também se manifestará em
querer que todas as almas sejam salvas.
DEVEMOS DESEJAR A SALVAÇÃO DE TODO SER HUMANO
Este amor, que é de Deus em nós, compele-nos a pensar em todas
as pessoas que encontramos.
Em como está a sua relação com Jesus Cristo?
Isso até mesmo antes de considerarmos se esta ou aquela pessoa
é digna de nossa amizade, se vai ser útil e proveitoso conhecê-lo,
nada disto.
Basta que seja um ser humano, feito à imagem divina, para que
desejemos levá-lo a Cristo.
MEIOS QUE DEUS USA
Nem todo membro de igreja procura oportunidade para testificar
do amor de Deus.
Existem até os que procuram esconder que são crentes em Cristo,
apesar do que fiz a Bíblia: (Mc 8:38 e Mt. 10:32 2 33).
Mas quando o cristão evangeliza constrangido pelo Espírito Santo
nele, é prova de que ele está seguindo a Cristo.
Em raras ocasiões Deus usa pessoas não convertidas para citar
alguma verdade bíblica.
A NECESSIDADE DAS ALMAS
Todas as pessoas precisam conhecer a Deus.
E nós , que O conhecemos, devemos suprir essa necessidade.
VÁRIAS NECESSIDADES DOS HOMENS
1 - Está perdido e necessita de um Guia;
2 - está enfermo e necessita de um médico;
3 - está escravizado, necessita de um Redentor;
4 -0 está moribundo e necessita de um Salvador;
5 - está espiritualmente morto, necessita de Vida Nova.
A lista pode ser aumentada indefinidamente porque o homem natural
ignora as verdades espirituais e necessita de luz, iluminação;
tem fome e sede de uma satisfação que não encontra.
O homem natural, até que se dê conta de xua condição espiritual,
e suas consequências, dificilmente busca a Salvação.
O nosso dever é ensinar-lhes que o pecado pode propiciar prazeres
ao corpo, mas não pode dar gozo à alma, e que Jesus é a única
resposta para a alma.
A CHAMADA DE DEUSA OBEDIENCIA É IMPERATIVA
É fácil perder o ânimos e achar que já fizemos a nossa parte e
cumprimos a nossa obrigação.
Pra quê continuar aguentando os insultos dos incrédulos?
Porém o Espírito Santo está sempre a mostrar os frutos do nosso
trabalho e nos fazendo pensar em nossa obrigação de cumprir o
dever de evangelizar.
A AUTORIZAÇÃO QUE TEMOS PARA EVANGELIZAR
Todo cristão conta com a autorização divina para evangelizar.
Tem as suas ordens por escrito (Mc. 16:15; Mt. 4:19; At. 1:8;
Lc 24:45).
Os apóstolos levaram muito a sério a sua comissão e testificaram
apesar de toda a oposição (At. 2-4). Pedro disse a seus juízes
como justificação para ter continuado sua pregação, contra as
ordens deles: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos
antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar
de falar das coisas que vimos e ouvimos."
QUEM É AUTORIZADO A EVANGELIZAR
Os que reconheceram a Jesus como Messias, Filho de Deus e seguiram-nO
, por causa dos seus ensinamentos, estes foram os enviados a pregar
(Mc. 5:18; Lc10:1-12).
ORDENS GERAIS E PARTICULARES
Temos, portanto, autorização plena e clara, escrita na Palavra
de Deus, a Autoridade superma em todo o universo.
Também reconhecemos que Ele é o Deus Vivo, que ainda se comunica
com os seus filhos que vivem neste mundo.
Podemos fazer uma alegoria entre a Bíblia e o Manual Militar.
O cidadão que se alista no exército, é enviado ao quartel, onde
veste o uniforme militar, e em seguida ensinam-lhe as regras elementeare
do exército.
Aprende como saudar os oficiais, como responder à ordem de "Atenção!"
como apresentar armas, o modo de marchar, de montar guarda, etc.
Mas, por exemplo, do Manual não constam as ordens do dia., em
que se diga que o Cabo Pedro Gonçalves com o soldado Carlos Pereira,
montarão guarda à porta do Palácio do Governo, desde a meia-noite
de quinta-feira, 25 de abril, até às quatro da madrugada de sexta-feira.
Esses detalhes não se escrevem no Manual Geral, mas dia após dia
constam do quadro de avisos individuais, no quartel.
Esta prática militar é uma ilustração, embora imperfeita , do
que sucede com o cristão.
Ao aceitar e confessar Cristo, como seu Senhor e Salvador pessoal,
a pessoa constitui-se membro do exército do Senhor Jesus.
Deve, portanto, aprender as ordens gerais para cada soldado espiritual,
conforme estão escritas em o Novo Testamento.
Uma delas é a comissão de falar em nome de Cristo às almas perdidas,
rogando-lhes que se reconciliem com Deus (IICo. 5:17-20).
ORDENS ESPECIAIS
Há regras que todo cristão no exército de Deus, deve observar
e acatar sempre.
Deus reconhece a cada um de seus soldados não só pelo nome, mas
também os seus pensamentos mais íntimos e até as intenções do
seu coração.
Sabe chamá-lo, pelo nome e indicar-lhe o que deseja que ele faça.
(At. 5:20; 6:11).
Nem sempre o Senhor fala de forma dramática, como fez com Paulo
no caminho de Damasco, ou em sonhos como aconteceu com José.
Geralmente Ele fala mediante a Sua voz suave na alma do seu filho
e outras vezes através das circunstâncias.
O mais comum, é que o crente sinta em seu espírito um santo impulso
para dizer algo a certa pessoa, descobrindo que, se obedece, o
Espírito Santo lhe dá as palavras adequadas.
UMA ILUSTRAÇÃO
Um Mestre de doutrina cristã ia andando por uma rua e à sua frente
iam quatro homens lado a lado, de maneira que obstruíam completamente
a calçada.
O Mestre ouviu então o mais alto e forte dos quatro falar palavras
blasfemas contra Deus.
O mestre era homem franzino e de estatura mediana, mas antes de
poder refletir, e obedecendo a um impulso interior, adiantou-se
e colocou a mão sobre o ombro do homenzarrão e disse: " Homem,
quem lhe deu o direito de usar o nome do meu Pai com tão pouco
respeito?" O blasfemo se deteve, e inclinando-se fitou os
olhos em seu interlocutor e disse: " Não sei quem é o senhor,
mas esta manhã, a minha esposa, que é uma boa cristã, me repreendeu
nestes mesmos termos.
Meu amigo, eu tenho que dirigir-me ao trabalho agora mesmo, mas
se o senhor me der o seu nome e endereço, prometo ir visitá-lo
para que me fale de Deus".
O resultado foi o regresso de outro pródigo à casa do Pai.
Convém obedecer a vos do Espírito, mesmo quando as circunstâncias
forem adversas.
Como recomenda o Apóstolo Paulo: "insta, quer seja oportuno,
quer não" (IITm. 4:2).
Textos extraídos do Curso de Evangelismo Pessoal e em Massa IBR
- Instituto Bíblico Bras. Por Correspondência