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ADORADORES RADICAIS

Ser radical para Deus não tem nada a ver com o estilo de musica que ouvimos ou   cantamos, e muito menos com estilo de roupas ou de cabelo que usamos.

Hoje ouvimos muitas frases como: "adoradores radicais", "ministros extravagantes", "geração radical". Mas a verdade é que poucos são os radicais de verdade, radicais são aqueles que fazem diferença no mundo e no âmbito que os rodeio, seja na escola, no trabalho, na igreja ou na rua.

Radical é também aquele que toma atitudes contra o pecado e a favor da santidade. Radical é aquele que se declara crente logo no primeiro dia de aula. Radical é aquele cuja vida influencio a vida dos outros para seguir a Jesus.

Não é possível ser radical sem pagar um preço por isso, por este razão eu afirmo que são poucos os radicais de verdade. Eu sempre tive um estilo de musica um pouco diferente, desde a época da Argentina, quando ainda não era crente, eu gostava de pesquisar e utilizar instrumentos diferentes.

Gostava de misturar sons do altiplano (cordillera dos Andes) com sons elétricos e sintetizados. Mas quando me converti ao evangelho, fui convencido de que devia entrar em um padrão de musica mais normal. E então entrei nessa onda de "clonagem" onde todas as musicas eram parecidas e os ministérios e bandas soavam quase que iguais. Eu me sentia um pouco preso e sem expressão.

Mas um dia em 1996, meu amigo Gregário Mc Nutt, me emprestou uma fita de vídeo onde estava gravado um culto nos Estados Unidos, O que me chamou a atenção, foi que o líder do louvor usava instrumentos e sons muito diferentes dos padrões acostumados no nosso meio. Ai "caiu a ficha", e eu fiquei tão impressionado, que disse para mim mesmo:- é isso! Essa é minha praia!

Então chamei meus músicos para uma reunião na minha casa, e mostrei a fita para eles, e disse: -Vocês estão dispostos a pagar o preço? E eles responderam:- Estamos com você para o que der e vier! A partir de aquele dia a nossa musico mudou, e eu me sinto mais realizado por tocar um estilo que eu gosto. Mas o preço foi alto. Muita rejeição, pouca popularidade, e em algumas igrejas fomos convidados o nos retirar.

Nós tínhamos duas escolhas: ou vender o nosso chamado e tocar as musicas que todos queriam ouvir, ou continuar pagando o preço ate que houvesse um "irrompimento". E escolhemos a segunda opção. Os resultados vieram com o tempo. Hoje o nosso ministério certamente não está entre os mais populares, justamente por causa do estilo, mas já temos um espaço maior de trabalho e os convites chegam de todas as denominações.

O importante disso tudo não é justamente o estilo da musico em si, não importa qual é seu estilo, desde que seja algo que esta dentro de você, algo que Deus colocou em você, e não um padrão estabelecido por homens, Alguns cientistas e pesquisadores chegam a passar fome por causa daquilo em que acreditam.

Mas parece que no nosso meio não é bem assim, quando se trata de pagar um preço são poucos os que o querem fazer. Eu passei algumas necessidades porque acreditei no meu chamado, houve momentos em que quase desisti por causa da pressão financeira, mas a graça do Senhor me bastou para poder continuar.

Um "trio" radical Uma das passagens da Bíblia que mexe muito comigo é a do capítulo 3 de Daniel (todo). A historia de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro enorme para fins idólatras, e juntou seus prefeitos, governadores, juizes, etc, para a consagração, Ou seja, toda a mídia e as autoridades faziam do evento algo a nível nacional e até cultural.

Toda vez que fosse tocada a música com os instrumentos descritos na passagem, todo aquele que ouvisse o som devia se prostrar imediatamente diante da imagem de ouro, e adorá-la; e aquele que não se prostrasse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Você deve lembrar que esse trio, Sadraque. Mesaque e Abede-Nego, não obedeceram tal ordem, e deixaram o rei furioso e irado.

O rei mondou chamá-los e os confrontou, e perguntou-lhes qual seria o deus que poderia livrá-los das suas mãos. Mas eles responderam que não precisavam responder a essa pergunta, e que se Deus quisesse livrá-los Ele os livraria, mas se Ele não os livrasse não haveria problema, pois eles conheciam o seu Deus e confiavam Nele.

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