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Estudos Bíblicos ::
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A
Disciplina na Igreja
por
Pr.Luciano Subirá
Muitos
são tão impactados por Deus na sua conversão e experimentam
uma transformação tão grande, que chegam a pensar
que todos na igreja são perfeitos. Porém, não é
necessário muito tempo para descobrir que isto não
é verdade; todos somos falhos e imperfeitos, e na
igreja encontraremos falhas, erros e limitações.
A maneira
de se lidar com estes erros é com amor e paciência;
vamos nos ajustando aos poucos e assim prosseguimos.
Mas quando se trata de pecado, a igreja deve agir
diferente, deve usar de disciplina.
Na igreja encontraremos todo
tipo de gente; aqueles que querem levar Deus a sério,
e os que não. O Senhor Jesus disse que quando a
rede é lançada ao mar, recolhe todo tipo de peixes:
bons e ruins
(Mt.13:47,48); nesta mesma
ocasião Jesus também ilustrou isto de outra forma,
falou acerca do joio e do trigo para mostrar que
na igreja temos todo tipo de gente. O Senhor nos
preveniu que haveria escândalos em nosso meio (Mt.18:7),
deixando claro que estes por quem vem os escândalos
serão julgados, mas que é
inevitável que isto ocorra.
Quando
o evangelho é proclamado, a pessoa é convidada a
vir a Deus como está, mas depois que passa a pertencer
à Igreja do Senhor terá que se ajustar à Sã Doutrina.
Todos
somos falhos e pecamos. Como diz a Escritura "Se
dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos
a nós mesmos, e não há verdade em nós"(I
Jo.1:4). Portanto, não é qualquer pecado que nos
fará sermos disciplinados, senão viveríamos só de
disciplina. Quando pecamos, devemos nos arrepender
e confessar nossos pecados e seremos perdoados (I
Jo.1:9); a disciplina é para tratar com quem peca
e não quer se arrepender, insistindo em viver no
pecado.
SOMOS UM CORPO
Não
podemos perder de vista que ninguém vive espiritualmente
isolado; somos membros uns dos outros e constituímos
um só corpo. Quando alguém passa a viver no pecado
fere não só a si mesmo, mas também ao corpo de Cristo!
O Velho
Testamento nos revela como o pecado de um só homem,
Acã, prejudicou todo Israel e como foi necessário
que ele fosse julgado
(Js.7:11-26).
O Novo
Testamento enfatiza muito a idéia do corpo; quando
Jesus envia sua mensagem a cada uma das sete igrejas
da Ásia (Ap.2
e 3), ele as trata como um todo tanto ao falar de
suas virtudes como também de seus erros.
OS
QUATRO NÍVEIS DA DISCIPLINA NA IGREJA
Jesus
foi quem primeiro falou de disciplina no Novo Testamento:
"Ora, se teu irmão pecar
contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só.
Se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas se não te
ouvir, leva contigo um ou dois, para que pela boca
de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.E
se não ouvir, dize-o à igreja; e, se também não
ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano".
(Mt.18:15-17).
Há
quatro níveis distintos no processo de disciplina
que o Senhor ensinou:
1.
Repreensão pessoal;
2.
Repreensão com testemunhas;
3.
Repreensão pública;
4.
Exclusão.
Não
praticamos a disciplina quando a pessoa se arrepende,
mas sim quando ela se recusa a arrepender-se. E
neste caso, dentro de uma progressividade; com a
repreensão pessoal primeiro, a com testemunhas em
segundo, a diante da igreja em terceiro e só então
a exclusão em quarto lugar.
Não
podemos excluir alguém sem ter dado antes estes
passos. Porém, alguém pode não querer receber os
primeiros níveis da repreensão fugindo deles; neste
caso, constatada a indiferença e relutância da pessoa,
passamos então ao quarto nível, subentendendo terem
sido os outros insuficientes ou impraticáveis.
Quando
a repreensão se torna pública, ainda que seguida
de arrependimento, e a pessoa em questão é um líder,
a disciplina se manifestará afastando a pessoa de
sua posição de liderança até comprovada restauração.
REPREENSÃO
PESSOAL
Vários
textos bíblicos falam sobre a necessidade de repreensão.
E não são necessariamente ligados ao presbitério,
pois no corpo de Cristo ministramos uns aos outros.
Neste nível se enquadram os líderes de célula e
todos que exercem cuidado por outras pessoas no
Corpo. Veja alguns deles:
"Exortamo-vos,
também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos..."
I
Tessalonicenses 5:14
"Não
deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns;
antes, façamos admoestações, e tanto mais vedes
que aquele dia se aproxima".
Hebreus 10:25
"Ora,
é necessário que o servo do Senhor não viva a contender,
e, sim, deve ser brando para com todos, apto para
instruir, paciente; disciplinando com mansidão os
que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda
não só o arrependimento para conhecerem plenamente
a verdade".
II
Timóteo 2:24,25
Note
que corrigir não significa contender, mas demonstrar
cuidado com mansidão. Quando porém, a situação se
agrava, é necessário que o governo da Igreja (os
presbíteros) assuma a situação, que pode ser delicada
e necessitar que a autoridade espiritual seja imposta,
como Paulo fez com os coríntios
(II
Co.13:2 e 10).
REPREENSÃO
COM TESTEMUNHAS
Além
da instrução do Senhor Jesus, não encontramos outro
texto que fale com clareza sobre este nível de disciplina,
mas ele é muito eficaz por tirar a situação do aspecto
pessoal e colocá-la num patamar de formalidade.
E se as pessoas escolhidas para acompanharem a repreensão
forem pacificadoras, serão de grande proveito para
promoverem o arrependimento com argumentação mansa
e amorosa.
Em caso
de resistência da pessoa que está sendo repreendida,
ela deve ser avisada que assim como o segundo nível
de repreensão não foi aceito, será necessário o
terceiro num culto público, e que permanecendo ainda
inflexível ela chegará ao quarto nível: a exclusão.
REPREENSÃO
PÚBLICA
Ao dizer
que levasse a repreensão para o terceiro nível,
à Igreja, Jesus não se referia a tratar a questão
na Igreja (templo) ou com os líderes da Igreja,
como alguns gostariam que fosse. Na verdade, Ele
se referia a tratar a questão em público. Paulo
também falou sobre este princípio ao escrever para
seu discípulo Timóteo:
"Quanto
aos que vivem no pecado, reprende-os na presença
de todos, para que também os demais temam".
I
Timóteo 5:20
E a
razão para isto é clara: "Para que outros tenham
temor". Toda a Igreja precisa ser ensinada
sobre a disciplina cristã e vê-la funcionando quando
necessário. Somos um corpo no Senhor; o pecado contínuo
de alguém prejudicará a todos. O único meio de evitar
isto é cortando a raiz do pecado com arrependimento
ou cortando a pessoa (quando ela não quer se arrepender)
da comunhão do corpo. Diante da Igreja ela será
obrigada a optar entre um ou outro.
A
EXCLUSÃO
Na Igreja
de Corinto, alguém chegou ao ponto de se envolver
sexualmente com a madrasta
(I
Co. 5:1). Tão logo isto chegou ao conhecimento do
apóstolo Paulo, ele ordenou: "Tirai do meio
de vós a esse iníquo". Antes, contudo, deixou
claro em que condições isto deve acontecer.
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