|
..::
Fique Por Dentro ::.. |
|
|
|
|
 |
::
Estudos Bíblicos ::
|
O
CÂNON BÍBLICO

A
palavra cânon vem do assírio Qânu. É usada 61 vezes no Antigo Testamento
(doravante AT), sempre em seu sentido literal que significa cana,
balança e também cana para traçar os cestos, ou bastão reto.
Já no grego Clássico, passou a ter o sentido
de mediação, equivalente a qualquer objeto que servisse para tal
mister, tais como: vara de medição, esquadro, braço da balança,
etc. “Aristóteles (384-322 a.C.), comentando a agudez do ‘homem
bom’ em discernir a verdade, disse ser este a norma (kanw/n) e a
medida (Me/tron) da verdade”.(Costa, 1998,p.20).
O primeiro a usar a palavra cânon foi Orígenes.
Ele se referia à coleção de livros sagrados, livros que eram ou
serviam de regras e fé para o ensino cristão. Orígenes viveu entre
os anos 185-254 da era cristã.
Logo os primeiros Sínodos da Igreja passaram
a chamar suas decisões de cânones.
No Novo Testamento (doravante NT), somente Paulo
usa o termo cânon (kanw/n).Duas vezes como esfera de ação (2 Co
10.13,15), uma vez como campo (2 Co 10.16) e uma vez, como regra
(Gl 6.16).
Deus no decorrer da história preservou tais
escritos pela sua soberana vontade para que seu povo fosse conduzido
a toda a verdade.
“François Turretini (1623-1687)- o campeão da ortodoxia Calvinista
no século XVII – assinala que as Escrituras são chamadas ‘canônicas’
por duas razões: porque elas estabelecem o ‘cânon e padrão de fé
e prática’ e, também, porque nelas nós temos todos os livros canônicos”.
(Cp.cit., p. 34).
A Igreja Reformada reconhece como cânon os livros aceitos pelos
judeus, ou seja, 39 livros do AT e mais os 27 do NT, e rejeita porém,
os apócrifos que foram incluídos na Vulgata de Jerônimo e reconhecidos
como inspirados pela Igreja Católica Romana, no Concílio de Trento
(1545-1563).
1.2 – SUA INSPIRAÇÃO
Quando afirmamos que as Escrituras foram inspiradas, queremos afirmar
que elas provém da pessoa do próprio Deus. Deus usou pessoas para
que sua Palavra fosse registrada em linguagem humana. A Bíblia não
é fruto da imaginação do homem, ou da necessidade deste criar mitos
para sua sobrevivência.
Alguns escritores bíblicos registraram ter recebido ordem direta
de Deus para escreverem (Êx 17.14; 34.27; Nm 33.2; Is 30.8; Jr 30.2;36.2),
outros, certamente, sentiram-se impulsionados a escrever. Era Deus
agindo em suas mentes e corações. Devemos descartar porém, a possibilidade
de pensarmos que Deus ditava e eles escreviam. Deus usou-os precisamente
como eles eram . A isto chamamos de inspiração orgânica, ou seja,
toda a estrutura humana esteve envolvida nesse processo: intelecto,
conhecimento, cultura, personalidade, caráter. Deus isentou tais
homens e seus escritos de erros e guiou-os até mesmo na escolha
das palavras que deveriam usar. A Bíblia é um produto divino humano.
A palavra inspiração não aparece no NT, porém,
em 2 Tm 3.16 lemos que “Toda escritura é inspirada por Deus..”.
Essa expressão provém do termo grego qeo/pneustoj (Theopneustos)
que significa expirado. Isto quer dizer que não foi algo soprado
para dentro e sim para fora. Paulo afirma, neste texto, que toda
a Escritura é exalada por Deus.
Podemos dizer que esta inspiração foi plenária, orgânica, verbal
e sobrenatural. Orgânica porque a personalidade dos escritores não
foi anulada. Podemos ver isto nos vários estilos literários e culturais
de cada escritor. Verbal, pois Deus se revelou através de palavras
e Sobrenatural por ter início na pessoa de Deus que agiu de forma
peculiar em seus escolhidos para
tal fim.
1.3 – SUA INERRÂNCIA
Ao afirmarmos que a Bíblia é soprada por Deus, que ela é produto
divino humano, que Deus usou homens em sua totalidade, que levou-os
a registrarem
até mesmo as palavras que deveriam usar, estamos
afirmando também que Deus os preservou de cometerem erros em seus
escritos.
A isto damos o nome de Inerrância, que é o ensino da própria Escritura
a seu respeito que afirma que nela não há erros ou contradições
(Jo 10.35; 17.17; Cl 1.5; 2 Tm 2.15; Tg 1.18).
Precisamos, contudo, deixar esclarecido que
a ausência de erros é sobre os originais hebraicos e gregos. Por
mais fiel que seja uma tradução ou versão das Escrituras ela não
pode afirmar ser a última palavra escriturística isenta de erros
ou distorções.
Também não quer dizer que os escritores sagrados não cometeram erros
em suas vidas. Nem tudo o que falaram foi inspirado. Nem tudo o
que fizeram foi correto. Pela 1a carta de Paulo aos Coríntios, ficamos
sabendo que o apóstolo escreveu uma carta anterior, chamada de carta
perdida, que certamente não foi inspirada por Deus, pois Ele não
a preservou até os nossos dias (I Co 5.9).
Outro exemplo é a repreensão que Pedro levou de Paulo por seu comportamento
contraditório (Gl 2.11).
O exemplo clássico de sua inerrância é o fato
de ter sido escrita num período de 1600 anos, por cerca de 40 escritores
diferentes, de épocas diferentes, em lugares diferentes, e que,
apesar de tudo isso, ela é toda verdade e nela não há contradição.
Nenhum outro livro possui essa característica.
Você
se sentiu tocado ?
Então CLIQUE AQUI
Um grupo especial estará intercedendo por você !

|