


-
TAMPOR
-
PESTANA DO CAVALETE
-
CAVALETE
-
BOCA DO VIOLÃO
-
BRAÇO DO VIOLÃO
-
TRASTE
-
CASA
-
PESTANA DO VIOLÃO
-
TARRACHAS
-
MÃO DO VIOLÃO
NOTAS
E ESCALAS
Infelizmente,
tocar um instrumento não depende só de ouvido,
prática, ritmo, dedicação e dom
divino
(só?????). O domínio do instrumento, qualquer
que seja, depende - e muito - de
"decoreba".
O importante desta tarefa de decorar a teoria musical
é justamente utilizar
técnicas
que evitem esta ação. Não me xingue
- ainda. O que estou tentando explicar é que,
aprendendo
como se chegou a uma conclusão é mais simples
decorá-la. Neste artigo vamos abordar
a
teoria de notas, escalas e acordes, de uma maneira que
você acabará por decorar tudo sem ter
que
ficar repetindo oralmente ou escrevendo tudo 1.000.000
de vezes.
Notas
Musicais e Escalas
Você
deve ter aprendido, algum dia de sua vida, que as notas
musicais são 7: Dó, Ré, Mi, Fá,
Sol,
Lá e Si. Certo? Errado... Na verdade, esta é
a escala musical convencional, utilizada como
conceito
básico -
menos para estudantes de música.
Uso
para explicar as Notas Musicais a im
agem
d
e um
teclado
–
por
ser mais fácil de visualizar.
Se
você lembrar, verá que um piano tem teclas
brancas e pretas. As teclas brancas ficam lado a
lado,
e as pretas, menores, ficam entre as brancas. Mas você
deve se lembrar que existem
espaços
entre as brancas, não?
Veja
o esquema abaixo (imagine que isto é um teclado...):
Antes,
um conceito internacional - usamos símbolos para
as notas musicais:
Dó
= C; Ré = D; Mi = E; Fá = F; Sol = G; Lá
= A; Si = B
Então,
temos no nosso "teclado" as teclas para Dó,
Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, que são
as
brancas.
E as pretas? É que, de uma TECLA para outra, independentemente
da cor (ou seja, da
esquerda
para a direita: branca, preta, branca, preta, branca,
branca, etc...) tem-se 1/2 tom
(ou
semi-tom) de diferença. Algumas NOTAS tem entre
si 1 tom de diferença , e outras, 1/2 tom
(semi-tom).
Veja
no teclado:
do C para o D, temos 2 semi-tons (uma preta, uma branca);
já do E para o F, 1
semi-tom
(uma branca). E AS PRETAS???????
As
teclas pretas, no teclado, são os sustenidos (#)
ou bemóis (b).
Os
sustenidos (#)
são usados para aumentar a nota em um semi-tom.
Os
bemóis (b) são usados para diminuir a nota
em um semi-tom.
De
volta ao teclado, as teclas pretas seriam:
1=C#
ou Db; 2=D# ou Eb; 3=F# ou Gb; 4=G# ou Ab; 5=A ou Bb.
Pô...e
na guitarra? Nos instrumentos de corda com braço
e trastes (violão, guitarra, baixo,
cavaquinho...)
os semi-tons são marcados pelos trastes.
Assim,
as teclas do nosso tecladinho são correspondentes
às casas da guitarra.
E
as Notas Musicais, então, são 12:
C,
C#(ou Dd), D, D#(ou Eb), E, F, F#(ou Gb), G, G#(ou Ab),
A, A#(ou Bb) e B.
Já
deu pra notar que o sustenido e o bemol só servem
prá confundir, não? O nome muda, mas a
nota
tocada é a mesma. É que a teoria era muito
simples, então alguém inventou os dois prá
brincar um pouco...
O
braço do seu instrumento, como já vimos,
é dividido em semi-tons pelos trastes.
Logo,
sabendo
o
nome das cordas soltas, podemos determinar todas as notas
no braço - e vai ficar assim:
0
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11
12
e||-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|
fina
B||-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|
||
G||-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|
||
D||-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|
||
A||-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|
\/
E||-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|grossa
12
13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24
e
|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|
B |-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|
G |-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|
D |-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|
A |-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|
E |-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|
Note
que as notas se repetem da mesma maneira após o
12o. traste. Aliás, as notas do 12o.
traste
são as mesmas das cordas soltas. Chegamos a 2 conclusões:
a
boa é que você só tem que decorar
as notas até o 11o. traste, porque o resto é
igual; a ruim
é
que você TEM QUE DECORAR as notas até o 11o.
traste...
Mas
isso não será tão difícil
- esta é a minha intenção - seguindo
nossos
artigos.
Escalas
- Básica
Já
sabemos, agora, as 12 notas musicais. Uma escala é
um conjunto específico de notas contidas
numa
oitava (conjunto de 8 notas).
Tínhamos,
no começo, a Escala Convencional: C D E F G A B.
Usando
a Escala acima, repetindo-a, temos: C D E F G A B C D
E F G A B C D ... Uma oitava
corresponde
a: C D E F G A B C; esta é a Escala Diatônica.
As
escalas são identificadas por uma seqüência
de numerais romanos, correspondentes ao GRAU das
notas.
Vejamos a escala diatônica:
I
II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B
C
Os
dois maiores grupos de escalas - principais, e dos quais
derivam todos os outros - são as
Escalas
Maiores e as Escalas Menores.
Essas
escalas são formadas por fórmulas muito
simples, baseadas nos intervalos (distância em
semi-tons
entre duas notas - lembre-se: uma casa=1 semitom)
Escalas
Maiores
As
escalas maiores são formadas pela seguinte fórmula:
|
tom tom 1/2 tom tom tom 1/2 |
Vamos
à prática: comecemos pela Escala Maior de
Dó (C), por ser a mais simples.
Lembra-se
das 12 notas?
C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-B-C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-C...etc
Começando
pelo C, seguindo a fórmula, temos:
I
II III IV
V VI VII
VIII
C.. D.... E...... F... G.. A
.....B....... C
Fácil,
não? O I grau é a Tônica (root, raiz),
que dá o tom da Escala.
O
II grau vem, pela
fórmula,
depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom. Procure
na seqüência de notas.
Achamos
o D. O III grau, mais 1 tom (dois 1/2) - acharemos o E.
O IV, só 1/2 tom - teremos o F,
e
assim por diante. TODAS as escalas maiores são
construídas dessa forma. Usamos a de C como
primeira,
porque ela não apresenta acidentes - sustenidos
(#) ou bemóis (b).
Vejamos
a de Sol (G):
I
II III IV
V VI VII VIII
G
..A..... B .....C... D.. E... F#...... G
Notou
que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a fórmula
continua a mesma:
tom,tom,1/2,tom,tom,tom,1/2.
Comece pela tônica e confira.
Pegue
um lápis e papel e tente construir as outras. Procure
memorizar a fórmula.
Escalas
Menores Naturais
As
escalas menores naturais são derivadas das Escalas
Maiores, a partir do seu VI grau,
mantendo-se
os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:
I
II III IV V VI VII VIII
C D E
F G A B C
O
seu VI grau é A (Lá). Então vamos
separar a de Am (Lá menor):
C
D E F G A B C D E F G ...
Teremos
então:
I
II III IV V VI VII VIII
A B C
D E F G A
Percebeu
que as notas das duas escalas são as mesmas? Por
isso dá-se a elas o nome de Escalas
Relativas.
Quando o tom da música for C, por exemplo, você
poderá improvisar utilizando as
escalas
de C (Dó Maior) ou Am (Lá menor). E vice-versa.
Esta "relatividade" pode - e deve - ser
utilizada
para todas as notas.
O
VI grau de uma escala maior é SEMPRE sua Relativa
Menor; o III
grau
de uma escala menor é SEMPRE sua Relativa Maior.
Notamos,
também, que nossa fórmula, a partir da Tônica
Menor,
ficou
assim:
|
tom 1/2 tom tom 1/2 tom tom |
Novamente,
pegue seu lápis e papel e tente escrever todas
as escalas naturais menores. Confira
pela
fórmula.
Viu?
Passou aquele medo de escala que você tinha? Ainda
não... Mas veja:
com
esta pequena introdução, muito fácil,
por sinal, você já é capaz de formular
24 escalas -
12
maiores e 12 menores. Com uma vantagem: você só
teria que decorar 12, já que as outras 12
são
suas relativas (contém as mesmas notas).
Você
vai respirar aliviado: veremos técnicas que vão
facilitar sua decoreba.
"Boxes" - Escalas em Gráficos
Os
"boxes" (ou caixas) são gráficos
utilizados para demonstrar a coisa mais formidável
em termo
de
escalas para instrumentos de corda com braço (violão,
guit.,etc...). Mas eles não passam de
decoreba
- e eu prometi que a decoreba não seria enfatizada
em meus artigos. Então, vamos
entendê-los,
porque aí serão memorizados através
da lógica, e não da repetição.
Vamos
relembrar 2 coisas: 1o.) todas as notas se repetem nas
mesmas posições após o 12o. traste
(ou
seja, memorizando os 12 primeiros, temos todas as notas
do braço); 2o.) As escalas
baseiam-se
em fórmulas relativas a intervalos (distância
entre as notas que compõem a escala).
Voltemos
às escalas de C (Dó maior) e Am (Lá
menor). Lembram-se que elas são relativas (contém
as
mesmas notas)?
Vamos
para o braço do instrumento e coloquemos as notas
contidas nas
escalas:
[C]
I
II III IV V VI VII VIII
C D E
F G A B C
[Am]
I
II III IV V VI VII VIII
A B C
D E F G A
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
e||-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|
B||-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|
G||----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|
D||----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|
A||----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|
E||-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|
Acima
temos as duas escalas no braço: C
e Am. Geralmente,
inicia-se e termina-se um lick
(frase)
ou um solo utilizando-se a Tônica da escala. Se
quiséssemos solar sobre a de C,
começaríamos
com a nota C; se fosse sobre a de Am, o início
seria a nota A. Então, vamos
esquecer
as notas, e visualizar somente os graus, iniciando do
I grau de cada escala na 6a.
corda:
Escala
de [C]
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
e||----|----|----|----|----|----|VII-|-I--|----|----|----|----|
B||----|----|----|----|----|----|----|-V--|----|-VI-|----|----|
G||----|----|----|----|----|----|-II-|----|III-|-IV-|----|----|
D||----|----|----|----|----|----|-VI-|----|VII-|-I--|----|----|
A||----|----|----|----|----|----|III-|-IV-|----|-V--|----|----|
E||----|----|----|----|----|----|----|-I--|----|-II-|----|----|
Escala
de [Am]:
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
e||----|----|----|----|-I--|----|----|----|----|----|----|----|
B||----|----|----|----|-V--|-VI-|----|VII-|----|----|----|----|
G||----|----|----|-II-|III-|----|-IV-|----|----|----|----|----|
D||----|----|----|----|VII-|----|-I--|----|----|----|----|----|
A||----|----|----|----|-IV-|----|-V--|-VI-|----|----|----|----|
E||----|----|----|----|-I--|----|-II-|III-|----|----|----|----|
Identificou
as notas? Tente tocar as notas, descendo e subindo as
cordas. Se possível, peça
para
um amigo ficar tocando os dois acordes, em compassos alternados:
C e Am. Tente com as duas
escalas
- veja a diferença.
Voltando
ao BOX. Veja estes dois BOX abaixo:
[1]
e||----|-X--|-X--|----|----|
B||----|----|-X--|----|-X--|
G||----|-X--|----|-X--|-X--|
D||----|-X--|----|-X--|-X--|
A||----|-X--|-X--|----|-X--|
E||----|----|-X--|----|-X--|
[2]
e||-X--|-X--|----|----|----|
B||----|-X--|----|-X--|----|
G||-X--|----|-X--|-X--|----|
D||-X--|----|-X--|-X--|----|
A||-X--|-X--|----|-X--|----|
E||----|-X--|----|-X--|----|
Observe
que eu não coloquei mais os números dos
trastes. Nem qual a tônica desta escala.
Simplesmente
por um motivo: os BOXES são transportáveis
para qualquer casa no braço do
instrumento.
Isto é fácil de entender: os dois desenhos
acima não são baseados em intervalos? O
que
determina a posição das notas em relação
ao intervalo não é sua posição
no braço do
instrumento?
Então se movermos o desenho INTEIRO para a direita
ou para a esquerda, não
estaremos
alterando os intervalos entre eles. EUREKA!!!! Você
acabou de ficar apto a tocar 24
escalas
- CASO VOCÊ DECORE TODOS OS BOXES E RECONHEÇA
AS NOTAS NA 6a. CORDA.
Não
acredita? O BOX [1] representa uma Escala Maior. Posicione
o I grau na nota que você deseja
como
tônica e veja! Você terá a Escala Maior
da tônica escolhida.
O
BOX [2] é o desenho da Escala Menor. Posicione
o I grau na nota escolhida como tônica - você
obterá
a Escala Menor correspondente.
E
agora, o "Pulo do Gato" - lembra que as escalas
relativas usam as mesmas notas? Então os
BOXES,
quando desenhados todos juntos no braço da guitarra
são complementares - isto é,
decorando
os BOXES básicos, ao uní-los, você
poderá utilizar as Escalas Maior e Menor no braço
todo,
sabendo somente qual a nota que inicia a Escala. Isto
reduz a sua decoreba a quase nada - e você saberá
o que está fazendo, e não somente repetirá
um monte de notas que alguém lhe disse que eram
alí que deveriam estar.
Vejamos
o braço somente com as posições das
notas.
Utilizarei
a Escala de C (Dó Maior).
Usarei
também: M=maior m=menor para identificar o I grau
de cada escala.
(Os
X à esq. do capotraste significam tocar a corda
solta:
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
(x)||--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|
(x)||--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|
(x)||-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|
(x)||-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|
(m)||-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|
(x)||--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|
Note
outra "boiada" pra você: lembra-se que
a 1a. e a 6a. cordas são a mesma nota? Menos uma
corda
prá você decorar...
Agora
vamos cortar o braço em BOXES:
Esqueça
as casas, certo (lembre-se: escolhendo a nota Tônica,
você determina a Escala Maior e a
Escala
Menor!):
[Padrão
I]:
|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|
|--x--|-----|--m--|-----|
|--x--|-----|--x--|--x--|
|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|
[Padrão
II]:
|-----|--m--|-----|--x--|--M--|
|-----|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|-----|
|-----|--x--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--x--|--x--|
|-----|--m--|-----|--x--|--M--|
[Padrão
III]:
|--x--|--M--|-----|--x--|
|-----|--x--|-----|--m--|
|--x--|-----|--x--|--x--|
|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|
[Padrão
IV]:
|-----|--x--|-----|--x--|--x--|
|-----|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|-----|
|--x--|--M--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--x--|--x--|
Simples, não?
Com esses 4 BOXES você pode tocar 24 escalas: 12
maiores e 12 menores, em
qualquer
lugar do braço do instrumento. Em que Tom está
a música na qual você pretende
improvisar?
F#? Encontre o F# no braço do instrumento, encaixe
um BOX nele e saia tocando nas
posições
indicadas! Isto mesmo, você está "solando"!
(é claro que um solo é MUITO mais complexo
do
que isto - mas é um começo!). O mesmo vale
para as escalas menores naturais.
Por enquanto, sem
compromisso nenhum, tente compreender os tópicos
abordados neste artigo;
procure
tocar os BOXES, devagar e com muita calma (aplicando todos
os nossos conhecimentos de
postura,
colocação e relaxamento vistos anteriormente).
Pense, enquanto toca cada nota, qual
seria
ela. Observe as relações entre um BOX e
outro. Não se preocupe em DECORAR os BOXES -
veremos
nos próximos artigos alguns conceitos teóricos
que auxiliarão - e muito - a memorizar
as
notas em toda a extensão do braço.
DOMINANDO
ACORDES
Se
você é um daqueles instrumentistas que se
sente inferiorizado por tocar somente através de
acordes (ou cifras), adepto inerte daquelas revistinhas
"violão e guitarra" e que passa o fim
de semana inteiro decorando os 430 acordes desconhecidos
daquela música nova do Chico Buarque ou do Caetano
Veloso....parabéns!!!! Você está espantado?
Eu posso receber e-mails me criticando de todo lado por
esta afirmação, mas se você já
toca através de acordes, será muito mais
fácil você aprender a tocar através
de escalas - dentro do nosso propósito de utilizar
o mínimo possível a decoreba - DESDE QUE
VOCÊ COMPREENDA COMO ELES SÃO FORMADOS. É
que, conhecendo a posição dos dedos em cada
acorde, sabendo como eles são formados, você
conhecerá as notas.
Formação
de acordes
TODOS
os acordes seguem uma norma padrão em sua formação.
Isto significa que se você compreender como eles
são formados, você pode aposentar todos os
seus dicionários de acordes.
Além
disso, você vai entender como será mais fácil
visualizar escalas e identificar todas as notas no braço
do instrumento.
Antes
de continuar, precisaremos de algumas definições
teóricas:
Já
vimos anteriormente que intervalos são a distância
entre notas. Vejamos quais os nomes dados a cada tipo
de intervalo, quanto à sua distância:
Nome
distância exemplo
-----------------------------------------
unison
0 1/2 tom C
- C
2a.
menor 1 1/2 tom C - Db
2a.
Maior 2 1/2 tom C - D
3a.
menor 3 1/2 tom C - Eb
3a.
Maior 4 1/2 tom C - E
4a.
perfeita 5 1/2 tom C - F
4a.
aumentada/
5a.
diminuta 6 1/2 tom C - F#
5a.
perfeita 7 1/2 tom C - G
5a.
aumentada/
6a.
menor 8 1/2 tom C - G#
6a.
Maior/
7a.
diminuta 9 1/2 tom C - A
7a.
menor 10 1/2 tom C - Bb
7a.
Maior 11 1/2 tom C - B
oitava
12 1/2 tom C - C
-----------------------------------------
Você
ainda se lembra como formar uma escala Maior, não?
NÃO???? (me desculpe... volte alguns artigos atrás,
ou você não entenderá mais nada!).
A
nota que dá o nome à escala é a tônica.
Vamos trabalhar novamente com a escala de Dó maior
(C) por não conter acidentes.
Lembra-se
do conceito de grau? Vamos utilizá-lo também.
Mais uma coisa: por coincidência, a escala de Dó
maior e a escala diatônica de Dó são
a mesma (também já vimos isto...).
I II III IV V VI VII
VIII
tônica
2a. 3a. 4a. 5a. 6a. 7a. oitava
maior
maior perfeita perfeita maior maior
C
D E F G A B C
Vamos
agora harmonizar a escala acima em terças: pegue
uma nota, conte duas acima dela e forme o par. Por exemplo,
C-E.
Isto é chamado harmonização em terças
DIATÔNICAS, onde a terça pode ser maior ou
menor (baseada na escala DIATÔNICA). Mas não
atropele - vamos com calma. Teremos então:
C-E
(M)
D-F
E-G
F-A
(M)
G-B
(M)
A-C
B-D
Perceba
que os pares 1,4 e 5 são 3as. maiores, e os pares
2,3,6 e 7 são 3as. menores. (conte os intervalos
em cada escala e confira na nossa tabela).
Juntemos
agora a 5a. sobre os pares encontrados, como C-G. Iremos
encontrar:
C-E-G
(M)
D-F-A
E-G-B
F-A-C
(M)
G-B-D
(M)
A-C-E
B-D-F
O
que obtivemos são TRÍADES (acordes de 3
notas). as tríades 1, 4 e 5 são acordes
maiores: Dó (C) Fá (F) e Sol (G). As tríades
2,3 e 6 são acordes menores de Ré (Dm) Mi
(Em) e Lá (Am). A tríade 7 é um acorde
diminuto de Si (Bdim ou Bº).
Pelos
resultados de nossa harmonização, descobrimos
as seguintes fórmulas:
Acorde
maior: Tônica, 3a. maior, 5a. perfeita
Acorde
menor: Tônica, 3a. menor, 5a. perfeita
Acorde
diminuto: Tônica, 3a. menor, 5a. diminuta
Deixemos
a harmonização de lado e voltemos ao nosso
tom escolhido: Dó
C.................C-E-G
Cm................C-Eb-G
Cdim..............C-Eb-F#
Às
tríades originais, podemos adicionar outras notas.
Os
acordes com 7a. são as tríades originais
adicionadas da 7a.
OBS:
existem 2 famílias de acordes com 7a.: a 7a. dominante
e a 7a. maior.
A
diferença entre elas é que na dominante,
usa-se a 7a.1/2 tom abaixo, enquanto que na maior usa-se
a 7a. natural - e é claro, o som dos acordes é
diferente...
Os
acordes com 9a. são os acordes originais, adicionados
da 7a. e da 9a.
C7................C-E-G-Bb
Cmaj7.............C-E-G-B
C9................C-E-G-Bb-D
Os
acordes chamados "add" têm a nota citada
adicionada ao acorde.
Por
exemplo, um Cadd9 tem a 9a. adicionada à tríade
maior.
Os
acordes chamados "sus" têm a 3a. "suspensa"
e substituída pela nota citada em seu nome.
Por
exemplo, um Csus4 tem a 3a. substituída pela 4a.
(algumas
notações trazem ao invés do "sus"
o seguinte: "addX no3" - onde X é o grau
da escala e o "no3" quer dizer "excluindo
a 3a.".
Um
Csus4 viraria um Cadd11no3)
Csus2(Cadd9no3)...C-D-G
Csus4(Cadd11no3)..C-F-G
C7sus2............C-D-G-Bb
C7sus4............C-F-G-Bb
C9sus4............C-F-G-Bb-D
Cadd9.............C-E-G-D
Csus4add9.........C-F-G-D
Vejam
como os conceitos são simples, se você sabe
como são formados. Percebeu a quantidade de acordes
que já formamos? E os padrões, sendo estabelecidos
em intervalos, podem ser transportados para qualquer escala
(ou seja, multiplique tudo por 12 e saiba quantos acordes
você já aprendeu a criar...)
Vamos
detonar os menores, agora, juntando as 7a., 9a., sus,
add.
Lembre-se:
a tríade menor e maior são iguais, EXCETO
pela terça. Usemos então a 3a. menor.
Já
construímos o Cm lá em cima: C-Eb-G. O resto
é tudo igual:
Cm................C-Eb-G
Cm7...............C-Eb-G-Bb
Cmdom7............C-Eb-G-B
Cm9...............C-Eb-G-Bb-D
Cmadd9............C-Eb-G-D
Ué...cadê
os "sus"????? Não acabamos de ver que
o que difere o "sabor" dos maiores e menores
é a terça? E que os acordes "sus"
trocam a terça pelo grau indicado? Então
não temos acordes maiores e menores "sus".
Vamos
tablaturar tudo, OK?
C
Cm Cdim C7 Cmaj7 C9 Csus2 Csus4 C7sus2 c7sus4 C9sus4
e|---0-----3-------------3------0-------3------3--------3--------3----------3--------3-------|
B|---1-----4-----4-------1------0-------3------3--------6--------3----------6--------3-------|
G|---0-----5-----1-------3------0-------3------5--------5--------3----------3--------3-------|
D|---2-----5-----4-------2------2-------2------5--------5--------5----------5--------3-------|
A|---3-----3-----3-------3------3-------3------3--------3--------3----------3--------3-------|
E|-------------------------------------------------------------------------------------------|
Cadd9
Csus4add9 Cm7 Cm(maj7) Cm9 Cmadd9
e|-----0----------0---------3--------3---------3-------3-------------------------------------|
B|-----3----------3---------4--------4---------3-------3-------------------------------------|
G|-----0----------0---------3--------4---------3-------0-------------------------------------|
D|-----2----------3---------5--------5---------1-------1-------------------------------------|
A|-----3----------3---------3--------6---------3-------3-------------------------------------|
E|-------------------------------------------------------------------------------------------|
Observemos, ainda,
um detalhe: as nomenclaturas acima são as mais
encontradas na NET; porém, se você verificar
em publicações brasileiras, poderá
encontrá-las de outra maneira. Vejamos:
Cdim
= Cº
Cmaj7
= C7+
Csus2
= C2
Csus4
= C4
C7sus2
= C7/2
C7sus4
= C7/4
Cadd9
= C2 ou C/9
Não
se preocupe em memorizar tudo... o importante é
compreender a lógica existente na formação
dos acordes - nada apareceu sem razão. Mais adiante
veremos como memorizar facilmente todos estes conceitos,
e consequentemente todas as notas no braço, e por
fim, as escalas. O ponto principal neste artigo é
que você se familiarize com conceitos como intervalo,
grau, tônica, maior e menor, etc. - isto será
muito importante daqui para a frente.
MAPEANDO O BRAÇO
- OITAVAS E TRÍADES
Venho
prometendo em meus artigos que é possível
conhecer todas as notas no braço do instrumento
sem decorá-las, no sentido direto da palavra. É
óbvio que, sem memorização, você
não vai identificar as notas - sem usar pelo menos
um pouquinho da memória, não saberíamos
nem mesmo o nosso próprio nome....
A
base deste método é compreender como são
formados os acordes através do conceito de intervalos
e graus, e dominar padrões de oitavas e tríades;
TUDO o que vimos até agora vai se relacionar de
uma maneira simples, e você vai, sem perceber, memorizar
a posição das notas. Daí a encaixar
os 4 BOXES básicos de escalas - de onde sairão
as maiores, menores e as Pentatônicas - será
um pulinho.
Oitavas
Como
vimos anteriormente, a Oitava é a nota que está
distante um intervalo de 12 1/2tons da nota em questão
- por coincidência, é a mesma nota, só
que mais aguda ou mais grave. Novamente, voltarei a frisar:
como todos os conceitos baseados em INTERVALOS, pode-se
desenhar um padrão no braço do instrumento,
e ele pode ser transportado para qualquer tom, somente
movendo este padrão acima ou abaixo no braço.
Vejamos na prática: pegue o nosso "fretboard"
de alguns artigos atrás e isolemos a posição
de uma única nota no braço todo - o Fá
(F), por exemplo
(não se esqueça: do 12o. traste para a frente
tudo se repete...):
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
e||-F--|----|----|----|----|----|----|----|----|----|----|----|-F--|
B||----|----|----|----|----|-F--|----|----|----|----|----|----|----|
G||----|----|----|----|----|----|----|----|----|-F--|----|----|----|
D||----|----|-F--|----|----|----|----|----|----|----|----|----|----|
A||----|----|----|----|----|----|----|-F--|----|----|----|----|----|
E||-F--|----|----|----|----|----|----|----|----|----|----|----|-F--|
Deste
gráfico acima, podemos tirar PADRÕES de
oitavas, válidos para QUALQUER nota em QUALQUER
lugar do braço. Não acredita? Vamos lá:
[padrão
1] - (1)válido para 6a. corda
e||---|---|-8-|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|-1-|---|---|
[padrão
2] - (1)válido para 6a. e 5a. cordas
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|-8-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|-1-|---|---|---|
[padrão
3] - (1)válido para 4a. e 3a. cordas
e||---|---|---|---|-8-|
B||---|---|---|---|---|
D||---|-1-|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
[padrão
4] - (1)válido para 6a. corda
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|-8-|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|-1-|
[padrão
5] - (1)válido para 5a. e 4a. cordas
e||---|-8-|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Irmão
! Você DEVE MEMORIZAR este 5 padrões. Por
quê? Lembre-se que o braço é dividido
em duas partes iguais: após o 12o. traste, tudo
se repete. Suponha que você saiba as notas da 6a.
corda até o 12o. traste. Se você dominar
os padrões de oitavas, você será capaz
de identificar TODAS as notas no braço. Realmente
vale a pena...
Outra
vantagem das oitavas é transportar "licks"
(frases) de um lado para o outro do braço com rapidez,
através da visualização dos padrões
- isto é usado pra caramba por uma pá de
bandas.
O
conceito também é válido para os
baixistas: é muito comum utilizar-se oitavas como
forma de "preencher" as lacunas ou ritmar uma
melodia onde a mesma nota é tocada por vários
compassos. Preste atenção em linhas de contrabaixo
usadas em samba, pagode e surf music , por exemplo.
Treine
randomicamente: escolha uma nota qualquer no braço,
e tente achar pelo menos 2 oitavas desta nota. Faça
isso com um monte de notas, por toda a extensão
do braço - inclusive, usando as cordas soltas.
Pratique bastante, e logo vc. estará memorizando
os padrões. SOMENTE quando isto acontecer, leia
o resto deste artigo....he,he,he.
Tríades
As
tríades são acordes formados por três
notas, determinadas, em cada caso, por sua posição
relativa a intervalos na escala, de acordo com seus graus.
Não entendeu nada? Vamos traduzir com um exemplo.
Tomemos a escala de Dó maior (C - de novo...):
C
D E F G A B C
I II III IV V VI VII VIII
Temos
acima as notas e os graus. Isto deve ser conhecido a este
ponto - caso contrário, releia os artigos anteriores.
Não é necessário decorar, apenas
compreendê-los.
7.2.1.)
Tríades
Maiores
Vamos
nos basear na escala acima e extrair a tríade maior.
As tríades maiores são as formadoras dos
acordes maiores - logo, como vimos em Dominando Acordes,
a fórmula para obtermos as tríades maiores
só poderia ser: Tônica, 3a. e 5a. ou I,III,V.
No
caso de C = C(I), E(III) e G(V). Vejamos no braço:
0
1 2 3 4
e||---|---|---|---| = E
B||-x-|---|---|---| = C
G||---|---|---|---| = G
D||---|-x-|---|---| = E
A||---|---|-x-|---| = C
E||---|---|---|---| = (normalmente não é
tocada, para manter a tônica mais grave)
Temos
o
acorde de C (dó maior)
no braço e do lado direito, as notas. Que coincidência,
não?
Quer
tentar outro? Vamos para o de D (ré maior):
D
E F# G A B C# D
I II III IV V VI VII VIII
Nossa
tríade maior seria: D(I), F#(III) e A. Vamos conferir:
0
1 2 3 4
e||---|-x-|---|---|
= F#
B||---|---|-x-|---| = D
G||---|-x-|---|---| = A
D||---|---|---|---| = D
A||---|---|---|---| = x(muda)
E||---|---|---|---| = x(muda)
Incrível,
não???? Com apenas três notas, temos os acordes.
Agora que entendemos o espírito das tríades
maiores, vamos tentar PADRONIZAR GRAFICAMENTE a coisa.
Vamos
trabalhar, por exemplo, com um acorde que você deve
costumar conhecer através da pestana: o acorde
de F (Fá maior). Vamos puxar a escala:
F
G A Bb C D E F
I
II III IV V VI VII VIII
A
nossa tríade seria F-A-C. Vamos localizar no braço
a posição relativa das três notas:
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
e||-F--|----|----|----|-A--|----|----|-C--|----|----|----|----|-F--|
B||-C--|----|----|----|----|-F--|----|----|----|-A--|----|----|-C--|
G||----|-A--|----|----|-C--|----|----|----|----|-F--|----|----|----|
D||----|----|-F--|----|----|----|-A--|----|----|-C--|----|----|----|
A||----|----|-C--|----|----|----|----|-F--|----|----|----|-A--|----|
E||-F--|----|----|----|-A--|----|----|-C--|----|----|----|----|-F--|
Perceba
que a nossa "amiga" Pestana de F está
assinalada nas 3 primeiras casas: na 1a., a pestana, para
prendermos ao mesmo tempo F,C,F; na 2a. casa o A, e na
3a. F,C.
Retorno a um conceito importantíssimo: todo padrão
baseado em intervalo pode ser transportado acima ou abaixo
do braço, desde que mantenhamos os intervalos:
BINGO!!!! Se você utilizar este padrão, apenas
substituindo a tônica (a nota da 6a. corda) você
vai poder fazer qualquer acorde maior utilizando pestana.
Veja o padrão de "pestana maior" a partir
da Tônica na 6a. corda:
e||---|-1-|---|---|---|
B||---|-5-|---|---|---|
D||---|-X-|-3-|---|---|
G||---|-X-|---|-1-|---|
A||---|-X-|---|-5-|---|
E||---|-1-|---|---|---|
Aliás,
do padrão acima tira-se o que guitarristas chamam
de "Power Chords" (ou power acordes) - que são
o uso da Tônica mais a 5a, como I-V-I ou somente
I-V. Vamos entrar nisto em um artigo isolado logo adiante.
Mas voltemos à nossa tríade: para agruparmos
as 3 notas (em 3 cordas adjacentes), teríamos o
seguinte padrão:
e||---|---|---|---|---|
B||---|-5-|---|---|---|
D||---|---|-3-|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Mas
o gráfico não evidencia somente isto; observe
nas casas 5 e 6. Não conhece a "forma"
desta tríade? Sim, é a forma do D (Ré
maior), só que em outro lugar. Se você tocá-lo
na 5a. casa, vai obter um F. É isso mesmo, confira
as notas: C-F-A.
A
isto chama-se inversão de acorde (porque as notas
não aparecem na mesma ordem da escala), muito conhecida
de pianistas - que utilizam os acordes invertidos pela
disposição das notas no teclado. Este tipo
de acorde é muito utilizado para acompanhar teclados
- ou para substituí-los, no caso de sua banda não
contar com um.
Tente
uma experiência: enquanto uma guitarra toca o acorde
tradicional, na pestana, ligeiramente "Overdrive",
mande uma tríade numa guita limpa ou adicionada
de chorus (que enfatiza mais ainda a proximidade sonora
do teclado). Você está começando a
diversificar sua gama de timbres.
Vamos
ver o padrão:
e||---|-3-|---|---|---|
B||---|---|-1-|---|---|
D||---|-5-|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Outra
"forma" velha conhecida nossa: a forma do C
(dó maior). Veja nas casas 6,7,8. Neste caso, temos
somente o I e III graus, porque no caso do C, o V grau
é a corda solta (G). Mas o nosso padrão
de tríade, que é o que interessa, não
tem a "forma" do C. Nosso padrão é
o seguinte:
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|-1-|---|---|
D||---|-5-|---|---|---|
G||---|---|---|-3-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Outra
tríade direta (na ordem que aparece na escala)
pode ser observada nas casa 8 e 10:
e||---|-5-|---|---|---|
B||---|---|---|-3-|---|
D||---|---|---|-1-|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Mais
uma, invertida, no "formato" A (Lá maior)
- casa 10:
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|-3-|---|
D||---|---|---|-1-|---|
G||---|---|---|-5-|---|
A||---|---|---|---|---|
Tríades Menores
As
tríades menores são tão importantes
- e tão úteis - quanto as maiores. E têm
uma grande vantagem: se você já conhece as
Maiores, vai ser moleza dominar as menores. Lembra da
formação das tríades Maiores? - Tônica,
3a.maior, 5a. perfeita. Veja agora como são formadas
as tríades menores (assim como os acordes menores):
Tônica
- 3a. menor - 5a. perfeita.
Notou
qual a diferença? O 3o. grau é menor (ou
seja, UM INTERVALO a menos que o maior). Isto quer dizer,
na prática, que é só colocar o seu
dedo do 3o. grau, na formação da tríade
maior UMA CASA PARA TRÁS e... temos a tríade
menor!!!!
Vamos
dar uma olhadinha nos Padrões obtidos:
e||---|---|---|---|---|
B||---|-5-|---|---|---|
D||---|-3-|---|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
Esse
aí embaixo é conhecido... não parece
com Dm? (Ré menor)
e||-3-|---|---|---|---|
B||---|---|-1-|---|---|
D||---|-5-|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|-1-|---|---|
D||---|-5-|---|---|---|
G||---|---|-3-|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
e||---|-5-|---|---|---|
B||---|---|-3-|---|---|
D||---|---|---|-1-|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
E
esse debaixo... é a "cara" do Am...(Lá
menor)
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|-3-|---|---|
D||---|---|---|-1-|---|
G||---|---|---|-5-|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|-1-|---|---|---|
G||---|-5-|---|---|---|
A||---|---|-3-|---|---|
E||---|---|---|---|---|
e||-1-|---|---|---|---|
B||-5-|---|---|---|---|
D||-3-|---|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|---|---|
E||---|---|---|---|---|
É
simples demais... Da mesma maneira que vimos como derivar
as Tríades menores das Maiores (através
do conhecimento de Graus e Formação de Acordes),
podemos inserir outras Tríades, como as "SUS"
(substituindo a 3a. pelo grau indicado - geralmente 2
ou 4) ou os "dim" (alterando a 5a. perfeita
para 5a. diminuta - UM INTERVALO A MENOS = 1 casa para
trás).
Veja
alguns exemplos de transições utilizando
tríades - toque somente as 3 cordas onde se encontram
as notas. Note o mesmo acorde sendo tocado em mais de
um lugar no braço, com inversões, e a simplicidade
de movimentos da mão esquerda.
Amazing
Journey (the Who)
C
G A E D A
e|-----------|----------|---------------------------
B|---8----8--|--5----5--|--3----2-------------------
G|---9----7--|--6----4--|--2----2-------------------
D|--10----9--|--7----6--|--4----2-------------------
A|-----------|----------|---------------------------
E|-----------|----------|---------------------------
Squonk
(Genesis)
G D 4x G A
e|--------------------|------------------------------
B|---8----8-8----8-7--|----3----3-3----3-5-----------
G|---7----7-7----7-7--|----4----4-4----4-6-----------
D|---9----9-9----9-7--|----5----5-5----5-7-----------
A|--------------------|------------------------------
E|--------------------|------------------------------
Everyday (Genesis)
A B E A B E Esus4 E B
e|--------------------------------------------------
B|---5----7----9----5-7----9-10----9----7-----------
G|---6----8----9----6-8----9-9-----9----8-----------
D|---7----9----9----7-9----9-9-----9----9-----------
A|--------------------------------------------------
E|-------------------------------------------------- (baixo
em A)
D E G D E G Gsus4 G E
e|---5----7----9----5-7----9---10-----9----7--------
B|---7----9---10----7-9---10---10----10----9--------
G|---7----9----9----7-9----9----9-----9----9--------
D|--------------------------------------------------
A|--------------------------------------------------
E|-------------------------------------------------- (baixo
em A)
Panama
"intro" (Van Hallen)
E Esus4 B E Esus4 B D Dsus4 A
e|--------------------------------------------------
B|---9---9-10----7---9-----10----7---7----8------5--
G|---9---9-9-----8---9-----9-----8---7----7------6--
D|---9---9-9-----9---9-----9-----9---7----7------7--
A|--------------------------------------------------
E|--------------------------------------------------
POWER CHORDS (POWER ACORDES)
Os
Power Chords são, com certeza, os acordes "padronizados"
mais utilizados e difundidos pelo mundo guitarreiro. 99,9%
dos guitarristas iniciantes começam tocando PC
(vou chamá-los assim durante o arquivo - afinal,
somos íntimos...). Embora sejam facílimos,
pois são baseados em intervalos, e como já
vimos (aí vai de novo...) qualquer conceito padronizado
através de intervalos pode ser transportados por
todo o braço para qualquer tom sem alteração,
os PC são usados por guitarristas experientes e
talentosos, técnicos e rápidos, de vários
estilos, mais comumente, Rock'n'roll e todos os seus derivados,
desde os mais "light" até os "porrada
total".
O
que a maioria dos iniciantes sabem é distinguir
porque os PC são mágicos - tocam bem em
todo lugar do braço. É claro que é
pelo motivo já falado, padronagem em intervalos,
mas também existe outro motivo.
Vejamos
o PC tradicional, o mais utilizado e mais difundido:
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|---|---|
A||---|---|---|-5-|---|
E||---|-1-|---|---|---|
Note
que coloquei o relacionamento em Graus entre as notas.
O PC mais comum é este por dois motivos:
i.) funciona exatamente da mesma maneira em qualquer casa,
desde que posicionada a tônica (1) nas três
últimas cordas (E, A, G);
ii.) não inclui o uso da 3a. (o que exclui o conceito
Maior/menor - lembra-se que a 3a. é que determina
isto?).
Assim,
o "guitarreiro" iniciante, usando 2 dedos, uma
guitarra barata e um pedal de distorção
"cabuloso" pode tocar tudo que é música
"pesada" sabendo exclusivamente posicionar a
tônica no lugar certo. Legal, né? Pode parecer
um tanto ridículo, mas procure assistir bandas
Trash, Death, Punk, Heavy, Hard... - os PC são
utilizadíssimos.
O
segredo é conhecer suas variações
e aprender a utilizar os conhecimentos relativos a acordes
e graus vistos até aqui - é este "tempero"
que diferencia o guitarreiro do guitarrista.
Veja
abaixo algumas variações do PC tradicional(lembre-se
que os números representam GRAUS, e não
os dedos utilizados...):
i.)
adicionando outra tônica: torna o PC mais "brilhante";
note que este padrão só pode ser utilizado
com a tônica posicionada nas cordas 5 e 6 (devido
à variação de intervalos 3a/4a)
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|-5-|---|
E||---|-1-|---|---|---|
ii.)
outra forma é complementar o exemplo acima, incluindo
outra 5a. sobre a tônica; este PC tem som grave
e mais "cheio"
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|-1-|---|
G||---|---|---|-5-|---|
A||---|-1-|---|---|---|
E||---|-5-|---|---|---|
iii.)
outro PC simples é este; ainda trabalhando com
I/V graus, mas agora com uma inversão - a tônica
é a nota mais aguda uma guitarra toca PC's tradicionais
nas casas graves e outra toca este padrão de PC
invertido 1 oitava acima - tente um arranjo de sua banda
dessa forma, caso use 2 guitarras...
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|-5-|---|
E||---|---|---|---|---|
iv.)
este é um PC que só funciona na 6a. corda;
ele inclui a 3a., o que prende seu uso à substituição
de acordes Maiores somente. Este padrão é
muito usado em transições de arpejos rápidos,
para cortar aquele clima "porrada" de um tema
tocado todo em PC.
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|-3-|---|---|
G||---|---|---|-1-|---|
A||---|---|---|-5-|---|
E||---|-1-|---|---|---|
v.)
esta formação, não muito utilizada,
usa tônica/3a. menor, num desenho invertido do PC
regular; embora o som fique meio "parece que eu escolhi
uma nota ao acaso", está harmonizado
para ser utilizado na escala menor da tônica ou
na relativa maior. Pode ser útil em uma transição
ou num trecho diferenciado, para quebrar a monotonia dos
PC regulares.
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|-3-|---|---|---|
A||---|---|---|-1-|---|
E||---|---|---|---|---|
vi.)
o padrão abaixo é utilizado por várias
bandas "pesadíssimas", como Sepultura
e Metallica (principalmente em seus últimos álbuns);
se você está acostumado com os PC regulares,
vai ter um troço... mas com o tempo, o ouvido se
acostuma. É formado por tônica/3a.maior.
Aplique da mesma maneira que o exemplo anterior, só
que na harmonizado na escala maior ou relativa da tônica.
(Ah... como toodo PC de 2 notas em cordas subsequentes,
pode ser usado nas 3 últimas cordas: G, A, E)
e||---|---|---|---|---|
B||---|---|---|---|---|
D||---|---|---|---|---|
G||---|---|-3-|---|---|
A||---|---|---|-1-|---|
E||---|---|---|---|---|
Veja
alguns exemplos do uso destes padrões; com certeza
você vai utilizá-los no seu dia-a-dia.
Dicas:
i.)
Explore seus conhecimentos em formação de
acordes, tríades e graus para utilizar nos PC;
você vai ver que pode alterar o andamento harmônico
alterando o padrão de PC utilizado;
ii.) Utilize progressões com "walking bass"
(movimento da nota mais grave): mantenha as outras notas
no lugar, movendo somente a mais grave - o efeito é
muito bom;
iii.) Quando arranjando para 2 guitarras, use sua criatividade,
mesclando oitavas, padrões e até criando
porgressões diferentes para cada uma delas - você
estará chutando a monotonia dos PC prá escanteio
de vez...
iv.) Não pense que PC só tem vez de Heavy
Metal prá cima; falou em Rock, tem PC (desde seu
pai, o Blues...). Bruce Springsteen, por exemplo, acho
que nunca tocou outra coisa além de PC na vida...
Mestres como Keith Richards, Clapton, Jeff Beck, Chuck
Berry, B.B. King e nosso Mozart Mello também usam
PC's - com maior ou menor frequência em cada caso,
mas provam que estilo não é problema para
esse "bicão" da guitarra.
Vou
largar a teoria um pouco de lado (afinal temos batalhado
de montão pontos básicos da coisa nos últimos
dois meses...) para abordar alguns aspectos tecnológicos
de instrumentos. Os artigos que vem a seguir são
adaptações de Brett Ratner, colunista das
revistas "Guitar Player" norte-americana, da
"Musician", "Electronic Musician"
e da "Music & Computers". Os artigos foram
publicados na WEB através do site "www.harmonycentral.com",
no início de 1998, e foram aclamados por milhares
de web-guitar-players. Atualmente, Brett toca com sua
banda, "Katoorah Jayne" em sua cidade, Nashville,
EUA. (ratocaster@harmony-central.com)
EVITANDO G.A.S.
G.A.S.(Gear
Acquisition Syndrome) é a sigla norte-americana
para uma das "doenças" mais graves que
atingem o mundo guitarrístico moderno (mas não
exclusivamente...): a "Síndrome da Compra
de Equipamento".
Uma
definição simplificada para GAS seria a
busca eterna e/ou a compra irracional e obsessiva por
equipamentos musicais. GAS não é a mesma
coisa que colecionar instrumentos - na verdade, muitas
pessoas acreditam que colecionar instrumentos e equipamentos
musicais é, muito além de um prazer, um
ótimo investimento financeiro (se você tiver
o significado monetário em pauta quando estiver
colecionando).
Você
detecta a presença de GAS quando a necessidade
compulsiva de "envenenar o equipamento" se sobressai
ao desejo de crescer como músico, compor, gravar,
(e se você aspira tocar profissionalmente) conquistar
uma gravadora.
Outro
sintoma independente de GAS é a tendência
de impulsivamente negociar um ótimo ítem
de equipamento que lhe pertence na troca por um outro,
objeto de seu insaciável desejo (geralmente pagando
uma boa quantia em dinheiro) e arrepender-se da transação
mais tarde...
O
propósito deste artigo - evitando GAS - é
passar adiante conhecimentos que Brett Ratner adquiriu
como jornalista, aprendendo da maneira mais difícil
(ele confessa... sofria demais com sua GAS!!!).
Seu
iontento é eliminar o sistema de "tentativa
e erro", economizando o seu dinheiro e paciência,
ajudando a fazer negócios duradouros e com sabedoria
(na primeira tentativa...). Ao final, você ficará
com equipamento que o faça feliz e proporcione
um ótimo som - e não um monte de quinquilharias
inúteis que você vá vender em 6 meses.
Outro
benefício da compra educada é que você
vai ter fundamentos para criar o seu próprio "setup"
- isto é, sabendo como formar o básico e
conhecendo alternativas, você poderá "incrementar"
seu equipamento por diversão, e não pela
necessidade urgente de chegar a um timbre platônico
que nem mesmo você sabe qual é.
Quando
se aprende a escolher uma única guitarra e um único
amplificador que seja do seu gosto, você não
NECESSITARÁ comprar mais nada. Aí sim, você
PODERÁ sair colecionando pedais, porque você
QUER, e não por PRECISAR. Da mesma maneira, você
pode determinar um "set" (conjunto) de amplificador
e pedais básicos, e ter, POR OPÇÃO,
2 ou 3 guitarras de timbres completamente diferentes que
satisfaçam seu gosto e variação musical.
O crucial é que quanto mais rápido você
reconhecer O QUÊ funciona bem com O QUÊ, mais
rápido você vai se tornar um músico
melhor - afinal, um bom equipamento ajuda, e muito.
O
Metrônomo
Para
quem não sabe, o metrônomo, como o nome diz,
é um aparelho destinado a marcar o tempo musical.
Existem vários tipos e modelos - não tem
um? O melhor para este tipo de exercício é
o movido a pilha/bateria, com dial frontal. O tempo mantido
é infalível, o dial tem incrementos de tempo
standard e você pode mudar de velocidade instantâneamente
- tudo isto é bem vindo nesta técnica.
Outros
tipos são os pequenos digitais, os tipo plug-in
mecânicos e os "vovôs" de pëndulo
invertido.
Os
pequenos digitais são ótimos para todos
os propósitos - são mais baratos o mantém
o tempo infalível. Tavez sejam um pouco impróprios
para este tipo de exercíco pois para incrementar
a velocidade você tem que ficar segurando os pequenos
botoezinhos até chegar ao valor desejado - e os
incrementos não são standard, e sim, em
unidades. Numa hora de estudo, com tantas digitações
e um tempo pra cada uma, você vai perder 1/2 hora
só com o metrônomo...
Os
outros são - desculpem - uma droga.... Os mecânicos
tipo plug-in variam a velocidade de acordo com a corrente
elétrica do local, acusando maior velocidade do
que o real quando houver quedas na corrente (você
vai se sentir Joe Satch quando os vizinhos ligarem chuveiro,
ar-condicionado e secadora de roupas...). E os velhinhos
com pêndulo não marcam o tempo com exatidão.
11.2.)
Incrementos
"Standard" em Metrônomos
40
- 60 acréscimos de 2
40,
42, 44, 46, 48, 50, 52, 54, 56, 58, 60
60
- 72 acréscimos de 3
60,
63, 66, 69, 72
72
- 120 acréscimos de 4
72,
76, 80, 84, 88, 92, 96, 100, 104, 108, 112, 116, 120
120
- 144 acréscimos de 6
120,
126, 132, 138, 144
144
- 208 acréscimos de 8
144,
152, 160, 168, 176, 184, 192, 200, 208
Agora
é só pegar sua planilha, pegar a guita e
PRATICAR, PRATICAR, PRATICAR.........
Com certeza, em nosso próximo artigo você
já vai estar "FERA"!
TOM, CAMPO HARMÔNICO E PROGRESSÕES
Muitos
anos atrás, cismei em aprender teclado popular
- para quem nunca tocou e conhece violão/guitarra,
funciona + ou - assim: a Mão Esquerda faz o trabalho
de "base", enquanto a Mão Direita leva
a "voz" ou "lead". Com alguma prática
auditiva musical, logo eu estava facilmente "solando"
com a Mão Direita, mas a falta de conhecimento
teórico (que era o meu problema na época)
me impedia de saber quais os acordes do acompanhamento.
Quando eu perguntei ao meu professor: "Como colocar
os acordes sobre a melodia?" ele me disse que eu
viesse à todas as aulas, e, TALVEZ, na última
aula do 4o. ano ele me ensinaria este "pulo do gato"!
Ele
sabia que se eu conseguisse transcrever a "voz"
para a Mão Direita e soubesse encaixar os acordes,
eu não voltaria mais às aulas - que fique
bem claro: por se tratar de um curso do tipo "Popular"
- o professor não busca aprimorar a teoria musical,
e sim, fazer com que o aluno toque música, da maneira
mais simples possível, no menor tempo decorrido.
É o intento das cifras - elas são
simples e eficientes, por isso invadiram o mundo musical
universalmente com tanta força. Você acaba
aprimorando técnicas - arpejos, dedilhados, pestanas,
agilidade nas mãos, etc.... mas o conhecimento
teórico fica completamente estagnado!!!
E
você - se você quizer "tirar" (transcrever)
uma música que ouviu, seja por cifras, seja por
TAB?
Vamos
ver e rever neste artigo vários conceitos, que
serão complementados e acrescidos nos próximos.
Este talvez tenha sido o mais complicado para mim escrever,
por se tratar de um assunto muito pedido, e infelizmente,
muito pouco abordado através da WEB - tentei ser
o mais claro possível, mas o próprio contexto
é complexo. Meu e-mail está aberto às
dúvidas, que responderei na medida do possível,
OK?
Recebo
infinitos e-mail perguntando como tirar músicas,
como achar o Tom delas, o que é o Tom e como reconhecer
o Tom tocando ou lendo partituras/cifras/TAB.
Quando
falamos em TOM, temos que entender o seguinte: existe
uma nota, a TÔNICA, que "rege" tudo o
que fazemos durante aquela música. Os solos, o
clima, os acordes, tudo gira em torno do TOM dado por
esta nota tônica. Por isso é tão importante
saber qual o Tom - daí podemos começar com
mais facilidade o trabalho de compor ou tirar uma música.
Voltemos
um pouco na História: quando os mestres da música
sentaram-se num boteco para tomar umas e formular padrões
a serem seguidos, tiveram que definir certas regras, ou
tudo viraria uma bagunça. A música "escrita"
era como uma ciência: para que fosse difundida através
de um pedaço de papel (afinal, não existiam
na época aparelhos que gravassem e reproduzissem
a música, logo, para ouví-la, você
teria de tocá-la através de um pedaço
de papel...). Daí nasceu a Teoria Musical.
Obviamente,
não estaremos utilizando sempre C (dó maior)
em todas as músicas; logo, teremos que enfrentar
alguns acidentes (sustenidos-# e bemóis-b) ->
lembram-se que somente a escala de C (dó maior)
é isenta de acidentes?
Portanto,
quando estamos escrevendo música em um pentagrama
(ou pauta), temos que seguir uma regra pré-estabelecida
pelos nossos amigos do boteco lá de cima, que definiram
uma ordem para que estes sinais fossem inseridos: eles
ficam ao lado da clave (que é o símbolo
que define uma nota chave na pauta - sol, fá, dó...),
numa sequência estratégica. A regra é
a seguinte:
Os
sustenidos são : F - C - G - D - A - E - B
Os bemóis são:
B - E - A - D - G - C - F
(exatamente
o contrário da sequência de sustenidos)
Decorando
isto, você pode montar uma tabela que define o número
de acidentes representados em cada escala. Comece pelo
C, que é 0(zero) nos dois casos, já que
não tem acidentes.
Olhe
como fica:
sustenidos:
C
- G - D - A - E - B - F# - C#
0
1 2 3 4 5 6 7
bemóis:
C
- F - Bb - Eb - Ab - Db - Gb - Cb
0
1 2 3 4 5 6 7
Analisando
isto, teremos, por exemplo, usando a escala de A, 3 sustenidos.
(confira na tabela de sustenidos). Não acredita?
Verifiquemos na escala:
A
- B - C# - D - E - F# - G# - A
Viu? Estão os 3 aí: C#, F# e G#.
(se
vc. não entendeu como formamos a escala, relembre
o artigo!)
Vamos
tentar a de E? São 4
sustenidos:
E
- F# - G# - A - B - C# - D# - E
Estão
todos presentes! São: F#, G#, C#, D#.
Sei
que tem gente perguntando como é que eu sabia onde
colocar as escalas de F# e C# e onde colocar as escalas
naturais de F e C. Aliás, deve ter gente perguntando
porque algumas escalas são naturais, outras sustenidas
e outras bemóis. Vou explicar tudo com um exemplo.
Vejamos
a escala de fá maior (F):
F
- G - A - A# - C - D - E - F
Notaram
que teríamos dois lá: A e A#? No
pentagrama só existe uma linha (ou espaço)
para o A. Então foi estipulado que a escala de
F seria representada por bemóis (b) ao lado da
clave. Então a escala de F ficou assim:
F
- G - A - Bb - C - D - E - F
Confira
na regra lá em cima: F = 1 bemol (que é
o Bb).
Quem
ficou representada pelos sustenidos foi a escala de F#:
F#
- G# - A# - B - C# - D# - F - F#
Êpa!!!
Mas também ficou com 2 Fá: F e F#!!!! E
agora?
Agora
vem a "manha": o F é representado no
pentagrama pelo E#!
A
escala ficaria assim:
F#
- G# - A# - B - C# - D# - E# - F#
Vamos
conferir: escala de F# = 6 sustenidos!!! (os caras eram
bons, hein?)
O
mesmo ocorre com a de C#:
C#
- D# - F - F# - G# - A# - C - C#
(E#)
(B#)
Embora
não se escreva E# e B#, como notação
em pentagrama é utilizado, justamente para evitar
um monte de sinais no meio da pauta e para facilitar o
músico na identificação da escala
escolhida para compor a peça.
Na
prática, é só contar os símbolos
na pauta para saber qual a escala utilizada.
exemplos:
pentagrama com 3# ao lado da clave: escala de A
pentagrama
com 2b ao lado da clave: escala de Bb
Mesmo
sendo muito simples, é determinada a ESCALA utilizada,
e não TOM. Para determinar o Tom, teríamos
que analisar as notas da maneira como são utilizadas,
com que acordes, se menor ou maior, além de outros
conceitos que analisaremos no futuro (como MODOS, por
exemplo).
Se
você está me xingando neste momento, já
que tudo o que vimos em nossos artigos NUNCA foi baseado
em pentagramas, acalme-se... Gosto do estilo Mister "M"
: mostrar de onde vieram as coisas... Além disso,
alguns artigos atrás eu fiz uma piadinha acerca
de sustenidos e bemóis, dizendo que a invenção
de 2 nomes para a mesma coisa era pura sacanagem - mas
tudo tem uma explicação bem lógica:
seria impossível representar músicas em
pentagramas sem a utilização dos 2, OK?
Esquecendo
as pautas, com TAB's e cifras a coisa muda um pouco. Vamos
lembrar que sabendo qual o Tom será infinitamente
mais fácil determinar os acordes, além da
tônica dos solos e improvisos.
Sabendo
que os acordes derivam das escalas (já vimos isto
antes), é fácil perceber que as notas da
escala utilizada DEVEM estar contidos nos acordes. Logo,
qualquer acorde formado pelas notas da escala soará
incrivelmente agradável quando esta for utilizada.
Normalmente
os acordes são formados através da harmonização
em terças diatônicas. Vamos relembrar este
tipo de harmonização (que fizemos em Dominando
Acordes).
A
escala de C (dó maior) é
C
- D - E - F - G - A - B
Começando
por C, conte 2 notas para a direita. teremos E. Mais 2
para a direita. Teremos G. Reconhecem a nossa tríade
(acorde de 3 notas)? É o C-E-G, ou dó maior
(C). Não é por mera coincidência que
ele é perfeitamente compatível com a escala
de C...
Se
fizermos isto com todas as notas da escala, teremos 7
tríades:
C-E-G
= C (dó maior)
D-F-A
= Dm (ré menor)
E-G-B
= Em (mi menor)
F-A-C
= F (fá maior)
G-B-D
= G (sol maior)
A-C-E
= Am (lá menor)
B-D-F
= Bº (si diminuto)
Esta
seria a "família" de acordes de 3 notas
(ou tríades) compatíveis com a escala de
C, ou seja, estes acordes pertencem a um "CAMPO HARMÔNICO"
no TOM de C (dó maior). Quando utilizada uma escala
de C, ou composta uma melodia neste TOM, utilizando combinações
destes acordes pertencentes ao Campo Harmônico,
o resultado será com certeza agradável aos
ouvidos.
Pode-se
ainda harmonizar desta mesma forma, utilizando as mesmas
notas da escala, acordes com 4 notas, gerando acordes
mais ricos e sofisticados; indo mais longe, podemos chegar
aos acordes de 5 e 6 notas, que embora não
tão usuais, são de grande valia para composições
ecléticas e originais.
Abaixo
temos uma tabela com as 3 famílias de acordes (3,4,5
notas) derivadas da escala de C maior, determinando um
vasto campo harmônico (do lado direito, as notas
que formam cada acorde).
+----------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE:
C (dó maior) |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 |
5 | 3 | 4 |
5 |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| C | C | Cmaj7 | Cmaj9 | CEG
| CEGB | CEGBD |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm9 | DFA |
DFAC | DFACE |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| E | Em | Em7 | Em7b9 | EGB
| EGBD | EGBDF |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| F | F | Fmaj7 | Fmaj9 | FAC
| FACE | FACEG |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF
| GBDFA |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| A | Am | Am7 | Am9 | ACE |
ACEG | ACEGB |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9|
BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Gostaram?
Só com estas 3 "famílias" já
temos 21 acordes que se encaixam perfeitamente no Tom
da escala original, que é C (dó maior).
Antes
de prosseguir, vamos recapitular tudo:
1.)
O TOM representa a ESCALA utilizada na composição;
2.) Os ACORDES derivam da ESCALA
escolhida;
3.) Os ACORDES são formados
pela HARMONIZAÇÃO da ESCALA (no nosso exemplo,
em TERÇAS DIATÔNICAS);
4.) Os ACORDES RESULTANTES formam
o CAMPO HARMÔNICO do TOM escolhido.
Tudo
entendido, vamos prosseguir.
Tá
bom, mas o que vamos fazer com este monte de acordes?
Teremos que compreender um novo conceito: PROGRESSÃO
HARMÔNICA. Progressão Harmônica é
uma sequência de acordes harmonizados, ou seja,
um trecho de qualquer música é uma progressão
harmônica.
A
música "Ainda é Cedo", do Legião
Urbana, regravada por Marina Lima, é baseada inteirinha
em uma só progressão de 3 acordes: Am-Dm-C.
Toque esta progressão e você notará
que os acordes Dm-C criam uma "tensão"
que é "relaxada" quando chegamos ao acorde
de Am. Este "clima" é a arma que os músicos
tem para quebrar a monotonia da música - as progressões
tem características próprias, dependendo
de como o compositor as utiliza. Vamos analisar os acordes
do nosso campo harmônico de C (dó maior)
e construir algumas progressões (você certamente
reconhecerá algumas - de músicas muito familiares...)
[1]
C - F - G7 - C
[2]
C - F - C - G7 - F - C
[3]
C - Am - F - G7 - C
[4]
C - Am - Em - Am - Dm - G - C
[5]
Dm - G7 - Cmaj7 - Fmaj7 - Bm7b5 - G7 - C
Tente
tocar as progressões acima - tudo se encaixa perfeitamente?
Não é sorte ou coincidência... Levando
em consideração que uma música ou
trecho musical normalmente começa ou termina no
tom dominante, se você for compor é só
escolher o tom e sair encaixando os acordes, tirados de
dentro do Campo Harmônico, e formar uma Progressão
Harmônica. Para "tirar" uma música,
verifique a nota inicial/final da maior parte dos trechos
(primeiros versos, versos finais ou refrão) e na
maioria das vezes (99%) todos os acordes pertencerão
àquele campo harmônico - geralmente usando
as mesmas progressões que estudamos.
É
claro que para isto você deverá analisar
o Campo Harmônico no tom da música, ou seja,
em todas as escalas - e para isto, você deverá
montar os Campos Harmônicos para todas elas. Comece
montando para as 7 maiores - lembre-se que você
poderá usar os acordes para o Tom Menor relativo
(lembram-se que a relativa de C é Am? Se as notas
das 2 escalas são as mesmas, os acordes serão
os mesmos para os dois campos Harmônicos - só
muda a ordem dos acordes nas progressões!)
Voltemos
às progressões - analisando as 5 acima,
notaremos:
[1]
e [2] usam somente 3 acordes: C-F-G7. De fato, é
incrível como existem tantas músicas, tradicionais
e contemporâneas, que utilizam este tipo de progressão
(seja em C ou em qualquer outro tom). Esta progressão
é chamada I-IV-V, porque usa estes graus da escala.
[3]
e [4] tem
um "sabor" mais "down" por usarem
acordes menores - Am, Dm e Em. Estas duas progressões
aparecem freqüentemente em várias músicas,
e principalmente a [3] é muito utilizada no rock
desde os anos 60 até os dias atuais. É conhecida
como "turnaround" (ou retorno) porque soa como
uma tensão indo e vindo.
A
[5] é a mais rica harmonicamente, criando
um som interessante pelo uso de acordes com 4 notas. O
som sofisticado obtido é uma das vantagens destas
progressões, muito utilizada em jazz. Note que
embora a frase não comece pela tônica (C),
ela reaparece para "fechar"a progressão
em seu final.
Outro
exemplo de progressão simples muitíssimo
usada é a I-III-V (note que são os acordes
correspondentes às notas formadoras da tríade
maior de C = C-E-G).
Milhares
de músicas utilizam esta progressão (e suas
correspondentes em outros tons).
As
progressões dentro de um Campo Harmônico
são a base para trascrever/compor músicas,
devido às suas propriedades derivadas das seqüências
de acordes. Devemos ter em mente, entretanto, que a música
é uma arte, e não existem regras fixas para
fazer arte - existem padrões teóricos, que
podem, e devem ser quebrados. Assim como tocar notas fora
de uma escala numa melodia, é permitido utilizar
acordes fora do campo harmônico numa composição,
desde que seus ouvidos julguem a progressão agradável.
Vários
músicos inovadores e excelentes freqüentemente
fogem dos padrões da teoria musical, e acrescentam
muito a este contexto, com resultados incrivelmente satisfatórios.
Se você quiser partir para um novo campo, tudo bem,
mas primeiro saiba onde está pisando, e só
depois escolha caminhos alternativos.
Vamos
aumentar nossos conhecimentos?
Vimos
o campo harmônico e as progressões para o
acorde de C (dó maior), que pode ser aplicado a
todas as escalas maiores e suas menores relativas (no
caso de C, Am). Outros campos harmônicos podem ser
obtidos da mesma forma sobre outras escalas. Veremos abaixo
as Escalas menores de C: Cm, Cm Melódico e Cm Harmônico.
Lembra-se como construir uma escala Menor?
Tom
- semitom - tom - tom - semitom - tom - tom
No
nosso caso, Cm, seria:
C
- D - Eb - F - G - Ab - Bb - C
Vejamos
o Campo Harmônico:
+-------------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE: Cm
(dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5
|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| C | Cm | Cm7 | Cm9 | CEbG |CEbGBb
|CEbGBbD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 |
DFAb |DFAbC |DFAbCEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Eb | Eb | Ebmaj7 | Ebmaj9 |
EbGBb |EbGBbD |EbGBbDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb
|FAbCEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| G | Gm | Gm7 | Gm9 | GBbD |GBbDF
|GBbDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Ab | Ab | Abmaj7 | Abmaj9 |
AbCEb |AbCEbG |AbCEbGBb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Bb | Bb | Bb7 | Bb9 | BbDF
|BbDFAb |BbDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
Algumas
progressões muito interessantes podem ser construídas:
[1]
Cm - Fm - Bb7 - Cm
[2]
Cm - Cm7 - Ab - Gm7 - Cm
[3]
Cm - Fm - Gm7 - Cm
[4]
Cm - Fm7 - Dm7b5 - Ab - Gm7 - Gm
[5]
Cm - Eb - Cm - Gm7 - Fm7 - Dm7b5 - Gm7 - Cm
As
Escalas Menores Melódicas são idênticas
às Maiores, trocando-se somente o III grau (no
caso de C, seria E) pelo IIIb (Eb). Ficaria assim:
C
- D - Eb - F - G - A - B - C
Veja
o Campo Harmônico pronto: (harmonizado em 3as. Diatônicas)
+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm
MELÓDICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5
|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)|
CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm7b9 | DFA
| DFAC |DFACEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5|
EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | F | F7 | F9 | FAC | FACEb
|FACEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF
| GBDFA |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| A | Amb5 | Am7b5 | Am9b5 |
ACEb | ACEbG |ACEbGB |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9 |
BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
Esta
escala tem progressões menos comuns ( na verdade,
ela é mais utilizada para solos). Mas podemos formar
algumas:
[1]
Cm - F - G - Cm
[2]
Cm - Cm(maj7) - Dm7 - G7 - Cm
As
Escalas Menores Harmônicas são idênticas
às Menores Melódicas, trocando-se somente
o VI grau (no caso de C, seria A) pelo VIb (Ab). Ficaria
assim:
C
- D - Eb - F - G - Ab - B - C
Veja
o Campo Harmônico pronto: (harmonizado em 3as. Diatônicas)
+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm
HARMÔNICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5
|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)|
CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 |
DFAb | DFAbC |DFAbCEb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5|
EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb
|FAbCEbG|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G7b9 | GBD | GBDF
|GBDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Ab | Ab | Abmaj7 |Abmaj7#9|
AbCEb |AbCEbG |AbCEbGB|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bdim | Bdimb9 |
BDF | BDFAb |BDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
Podemos
montar várias progressões sobre o Campo
Harmônico de Cm Harmônico - e elas são
muito úteis (e muito conhecidas!):
[1]
Cm - Fm - G - Cm
[2]
Cm - G - Fm - G - Fm - G - Cm
[3]
Cm - Fm7 - Bdim - Cm - G - Fm - Cm
[4]
Cm - Ab - G7 - Cm - Dm7b5 - G7b9 - Cm
Acredito
que deu pra ter uma idéia bem estruturada dos conceitos
- mas lembre-se: tudo o que vimos é como um mapa
rodoviário - que leva você de cidade em cidade;
para andar DENTRO das cidades, que seriam as músicas,
você vai ter que usar outros artifícios:
seu ouvido, muita prática e a capacidade humana
de inovar!
Guia
de construção do Campo Harmônico Passo-a-passo:
Para
você que é iniciante, ou achou a coisa muito
complicada, ou é preguiçoso mesmo (!?!?),
aí vai um guia bem explicadinho desde a escolha
da escala até nomear os acordes encontrados. Se
depois disso você não entender, volte ao
artigo 1.) e comece tudo de novo!!!!!!!
Este
procedimento deverá ser feito para as 12 ESCALAS
(é isso mesmo - mão na massa!)
A,
Bb, B, C, C#, D, Eb, E, F, F#, G, G#
1o.passo)
copie e imprima (de preferência aumente um pouco
a fonte)
esta
tabelinha de campo harmônico abaixo:
+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: _____________(________)
|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5
|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| | | | | | | |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
2o.passo)
escolha o TOM do campo harmônico e preencha o título:
vou
escolher a de C (dó maior) para poder explicar
como montei a do artigo (assim você poderá
acompanhar meu raciocínio olhando na tabela já
pronta);
3o.passo)
construa a ESCALA correspondente ao TOM:
(estaremos
trabalhando primeiro com as 12 acima - todas são
MAIORES - caso tenha dúvidas em construção
de escalas, volte ao artigo e dê uma lida!); a escala
MAIOR é formada a partir da Tônica desta
forma:
tom-tom-semitom-tom-tom-tom-semitom
C
- D - E - F - G - A - B - C
4o.passo)
escreva na tabela (coluna de notas), de cima para baixo,
as notas da escala;
5o.passo)
Vamos começar a harmonizar as notas em acordes
de 3, 4 e 5 notas (vc. Pode ir até 6, se quiser):
para achar o primeiro acorde da linha do C, começamos
pela tônica (C) contamos 2 à direita (E)
e mais 2 à direita (G). Encontramos C-E-G. Vamos
até as colunas mais à direita de nossa Tabela,
e anotamos o acorde de 3 notas harmonizado a partir de
C. Não se preocupe com o nome dele ainda.
Para
harmonizar o de 4 notas, é o mesmo procedimento,
só que adicionamos mais um "pulo": C-E-G
e mais 2 à direita (B). Teremos então o
acorde formado por C-E-G-B. E com mais um pulo (D), teremos
o de 5 notas: C-E-G-B-D. Fácil, não? Faça
isto com cada uma das notas, e vá anotando na Tabela.
6o.passo)
identificação e nomeação dos
acordes. Talvez essa seja a parte mais chata da coisa
toda... Existem tantas técnicas e tantas maneiras
(certas e erradas) encontradas em revistas, TABS, na WEB,
que às vezes você acaba decorando 3 ou mais
nomes para o mesmo acorde...
Vou
tentar ser bem claro (e não se assuste com os nomes
encontrados; mesmo que você conheça o acorde
por outro nome, esta nomenclatura é bem fácil
de entender, e não deixa dúvidas sobre quais
as notas utilizadas).
Para
"batizar" os acordes, precisaremos relembrar
uma Tabela de Intervalos, que já vimos em "Dominando
Acordes" - para facilitar, vou colocá-la de
novo aqui, ,com uma coluna em branco do lado para você
poder utilizar com outras notas.
+----------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE:
C (dó maior) |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| C | C | Cmaj7 | Cmaj9 | CEG
| CEGB | CEGBD |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| D | | | | DFA | DFAC | DFACE
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| E | Em | Em7 | Em7b9 | EGB
| EGBD | EGBDF |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| F | | | | FAC | FACE | FACEG
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| G | | | | GBD | GBDF | GBDFA
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| A | | | | ACE | ACEG | ACEGB
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| B | | | | BDF | BDFA | BDFAC
|
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Vou
fazer mais uma linha: a de B (si)
O
primeiro acorde é B-D-F.
B-
é a tônica = B
D-
3a. menor = Bm
F-
5a diminuta. Como nomeamos dim somente o acorde com 5a.
e 7a. diminutas, e não incluímos a 7a. neste
caso, temos que considerar a 5a. diminuta como a 5a. Maior
1 intervalo abaixo (vimos isto lá em cima!). Logo,
acrescentaremos ao final do nome "b5". Nosso
acorde é Bmb5.
O
segundo é B-D-F-A.
A-
é a 7a. menor. Como já temos a 3a. menor,
o acorde é Bm7b5.
O
terceiro, B-D-F-A-C.
C-
é a 9a. menor.
Seguindo
nossa regra das 9as., a 9a. menor é considerada
como 9a. Maior 1 intervalo abaixo, ou seja, "b9".
Então chamaremos nosso acorde de Bm7b5b9.
Embora
os acordes tenham nomes "escabrosos", na realidade
a nomenclatura é simples, se vemos desta forma:
sabemos quais as notas e porque elas fazem parte do acorde.
Um Bm7b5b9 é, simplesmente, um Si menor com 7a.
(que sabemos fazer de cor) mas com a 5a. e a 9a. bemóis.
Isto significa que teremos que colocar o dedo da 5a. e
da 9a. uma casa para trás.
Pô,
só isto? Eu sei que alguns dirão que o acorde
fica meio complicado de fazer - mas aí eu dou uma
dica: se você souber quais os acordes que formam
o campo harmônico, e achar difícil fazer
um acorde com 5 notas, faça o de 4 notas: ele soará
muito bem no contexto da música. É claro
que a harmonia vai empobrecer, pela diminuição
da quantidade de notas, mas você nunca notou que
quando vai ler certos TABs e cifras, em revistas ou na
WEB, mesmo que a música fique parecida não
sai igual à gravação, ou ainda, diferente
do jeito que o músico toca quando você vê
o vídeo ou o show? É porque, embora os acordes
estejam dentro do campo harmônico, e no tom original
da música, eles foram SIMPLIFICADOS para facilitar
a execução (ou o cara que tirou era ruim,
mesmo...). E se você achar difícil fazer
o acorde de 4 notas,
transcreva
para 3.
Agora,
se você não conseguir fazer o de 3 notas,
VÁ TOCAR CHOCALHO, que só tem UMA nota...
7o.
passo (e último...UFA!): montar progressões
harmoniosas ao seu ouvido, e anotá-las para referência.
As
mais comuns são (os números correspondem
aos Graus da escala):
I
- III - V
I
- IV - V
I
- VI - IV - V (turnaround)
Você
pode construir várias outras; tente começar
com a tônica, "sentir" que forma-se uma
tensão e então quebrá-la, voltando
ao tom inicial. Use primeiro os acordes de 3 notas, depois
substitua alguns por seus correspondentes de 4 ou 5 notas,
para enriquecer sua composição. Para tirar
uma música, faça o contrário: encontre
o tom, e então use os acordes de 3 notas para encaixar
na música. Depois, substitua pelos de 4 ou 5 notas
até ficar bem parecido com o original.
Ah...
tava esquecendo! Uma boa notícia: lembram que as
Escalas Menores derivam das Maiores a partir do VI grau?
Então como as notas usadas nas duas são
as mesmas, nos mesmos intervalos, os acordes também
são os mesmos. Isto quer dizer que, se nós
fizemos o Campo Harmônico de C (dó maior),
os acordes são os mesmos do Campo Harmônico
de Am (lá menor).
É
só montar outra tabelinha, colocar as notas na
seqüência correta (a partir da tônica)
e copiar os acordes. Ou seja, fazendo as 12 maiores, você
já tem as 12 menores quase prontas: é só
copiar no lugar certo.
Outra
dica: as Escalas menores Harmônica e Melódica
só tem poucas notas diferentes. Outra barbada:
com o campo harmônico Menor Natural pronto, vai
ser "bico" montar os Campos Harmônicos
das outras escalas menores. Já são 48 campos
harmônicos - dá pra começar a brincar!!!!!
Espero
que vocês possam tirar o máximo de proveito
deste artigo - garanto vocês, é o mais completo
da WEB sobre o tema (deu o maior trabalho!!!).
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